MAGIA

Uma tentativa de interceptar ou se unir com forças INCONSCIENTES a fim de usar, conciliar ou destruir estas forças; desse modo contrabalançar ou neutralizar sua notável potência ou aliar-se a seus propósitos competitivos. Quanto mais limitado é o campo da CONSCIÊNCIA de uma pessoa, afirmava Jung, com mais freqüência os conteúdos psíquicos são encontrados como manifestações como que externas, seja na forma de ESPÍRITOS seja como poderes mágicos projetados em pessoas vivas, animais ou objetos inanimados. Identificava tal PROJEÇÃO como sendo um COMPLEXO autônomo ou semi-autônomo ainda não sujeito à INTEGRAÇÃO.

Portanto, a crença na magia implica inconsciência sobre a qual o indivíduo tem pouco ou nenhum domínio e a execução de ritos mágicos dá à pessoa envolvida um maior senso de segurança. A finalidade desses ritos é manter o equilíbrio psíquico. A pessoa capaz de intervenção (mágico, xamã, bruxo, sacerdote, ou médico) é, ela própria, reconhecida como possuidora de algum tipo de poder sobrenatural, um figura liminar e arquetípica correspondente a uma PERSONALIDADE MANA.