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VONTADE |
Usado por Jung para denotar o aspecto energético da CONSCIÊNCIA, isto é, o poder da consciência com relação ao INCONSCIENTE em geral e, em particular, aos instintos. Para Jung, a consciência nunca era um fator neutro, mas antes, uma intervenção ativa nas questões da psique (ver COMPLEXO; EGO). Definia a vontade como a energia disponível para a consciência, realçando o papel desempenhado pela motivação na liberação de tal energia. Via a motivação como gerada por forças COLETIVAS tais como educação, CULTURA e a igreja, bem como por determinantes psíquicos tais como a DEPRESSÃO ou a NEUROSE. Com relação ao instinto, a vontade pode ser considerada capaz de alterar (a) sua intensidade e (b) sua orientação. Entretanto, a própria vontade deve se valer de energia instintiva. Aqui, Jung se aproxima da primeira formulação, por Freud, dos “instintos do ego” (1910). Esses instintos estão a serviço do ego e em oposição ao instinto sexual. A principal diferença é a ênfase, na teoria de Freud, sobre os conflitos criados pelo instinto sexual em contraste com a de Jung sobre TRANSFORMAÇÃO do mesmo (ver ENERGIA; EROS; INCESTO). Uma implicação do uso de “vontade”, de Jung, é de que a consciência é instintiva, portanto um aspecto inerente e característico da humanidade e não um fator secundário, aprendido. Ademais, existe uma forma de “consciência” no inconsciente (ver ARQUÉTIPO; SELF). Às vezes Jung especula sobre a possibilidade de uma forma de consciência do CORPO. O reino da vontade é um reino limitado: a vontade “não pode coagir o instinto nem tem poder sobre o ESPÍRITO” (CW 8, parág. 379). Ver RELIGIÃO. |