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TEMENOS |
Uma palavra usada pelos antigos gregos para definir um recinto sagrado (isto é, um templo) dentro do qual a presença de um deus pode ser sentida. O uso da palavra por Jung não acrescenta nada a seu significado original, porém lhe dá uma aplicação psicológica. Aplicava-a de forma quase metafórica para descrever: a área psiquicamente carregada que circunda um COMPLEXO, inabordável pela CONSCIÊNCIA e bem guardada por defesas do EGO; um recinto analítico (isto é, da transferência) dentro do qual ANALISTA E PACIENTE sentem-se na presença de um INCONSCIENTE potencialmente avassalador e uma força demoníaca; a área da psique mais estranha ao ego e caracterizada pela numinosidade do SELF ou IMAGEM DE DEUS (ver NUMINOSO); e o continente psicológico moldado pelo analista e pelo paciente durante a ANÁLISE e caracterizado por um respeito mútuo a processos inconscientes, sigilo, um compromisso com uma ATUALIZAÇÃO simbólica e confiança no senso ético um do outro (ver ÉTICA; MORALIDADE). Um sinônimo de temenos é “o recipiente hermeticamente vedado”. Este é um termo alquímico usado para o continente fechado dentro do qual os OPOSTOS se transformam (ver ALQUIMIA). Devido à presença de um elemento hermético sagrado e imprevisível, não pode haver garantia de que o processo venha a ser positivo. Por analogia, o temenos psicológico pode ser experimentado como um útero ou uma prisão. A presença de um elemento errático e imprevisível no temenos psicológico fez com que Jung observasse, a propósito do continente analítico, que a PSICOTERAPIA tem êxito, quando é o caso, “Deo concedente” (um epíteto alquímico que significa “se Deus conceder”). |