SUPEREGO

Jung usava este termo com pouca freqüência e normalmente na discussão das opiniões de Freud. Isto por causa da ênfase de Jung sobre a natureza inata da MORALIDADE, encontrando-se, em sua METÁFORA, um canal moral pré-existente para veicular o fluxo de ENERGIA psíquica. Com isso, existe menos necessidade de postular um processo de aprendizagem em conexão com a consciência.

Quando Jung escreve sobre o superego como tal, equipara-o à moralidade COLETIVA, apoiada pela CULTURA e pela tradição. No contexto dessa moralidade coletiva, a pessoa tem de elaborar seu próprio sistema de valores e sua ética (ver INDIVIDUAÇÃO).

Na PSICANÁLISE, um reconhecimento de capacidade inata de superego é parte da abordagem kleiniana de RELAÇÕES OBJETAIS precoces. Psicólogos analíticos contemporâneos (por exemplo, Newton, 1975) examinaram a natureza indômita, arquetípica (isto é, poderosa, primitiva, extrema) do superego primitivo e enfatizaram a maneira pela qual este é mais modificado do que realçado, através de introjeções dos pais (ver ARQUÉTIPO).

Ver RELIGIÃO.