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REGRESSÃO |
A atitude de Jung com relação à regressão diferia notadamente da de Freud. Para este, a regressão era quase sempre um fenômeno negativo. Mesmo como defesa, muitas vezes era uma falha (“da frigideira para o fogo”, Rycroft, 1972). A regressão era algo a ser rechaçado e subjulgado. A partir de 1912, Jung insistia nos aspectos terapêuticos e intensificadores da personalidade dos períodos de regressão (sem negar a natureza nociva da regressão prolongada e improdutiva). Pode-se considerar a regressão como um período de regeneração, ou entrincheiramento, antes de um avanço subseqüente. Em virtude disso, a ANÁLISE e a PSICOTERAPIA podem dar continente a regressão – mesmo a um nível “pré-natal”. Maduro e Wheelwright (1977) referem Jung como defensor da “regressão criativa dentro da transferência ” (ver ANALISTA E PACIENTE). Uma fantasia incestuosa pode ser considerada uma forma particular de regressão; uma tentativa de fazer contato com os fundamentos do ser, representados pela figura de um genitor. Para que tal regressão tenha valor, eventualmente precisa ainda de alguma forma vivida. O custo ou SACRIFÍCIO inerente à progressão é uma perda da segurança que uma fusão com uma figura de genitor provê. A ênfase de Jung na progressão pela regressão é compatível com sua ênfase na morte e no RENASCIMENTO (ver INCESTO; INSTINTO DE MORTE; INSTINTO DE VIDA; TRANSFORMAÇÃO). A psicanálise contemporânea reviu a opinião severa de Freud (a que Kohut, 1980, chamou de sua “moralidade de maturação”). Kris cunhou a expressão “regressão do ego a serviço de ego” (1952); Balint referia-se a uma regressão “benigna” (1968); Winnicott escreveu sobre o “valioso lugar de descanso da ilusão” (1971). |