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PONTO DE VISTA TELEOLÓGICO |
Uma orientação mais para fins ou propósitos que para causas; caracteriza a observação de Jung sobre o INCONSCIENTE, a NEUROSE e, bem mais especialmente, a INDIVIDUAÇÃO. Este ponto de vista distinguia seu método e suas conclusões daqueles da psicanálise, porém suscitava críticas de que ele havia adotado uma postura quase religiosa. Um caloroso debate foi provocado por esta questão. Jung era suspeito para aqueles treinados nas escolas tradicionais da medicina e da ciência. Ao mesmo tempo, certos teólogos sentiam encontrar nele um aliado, embora outros o culpassem por seu psicologismo e, de modo bem especial, por sua terminologia. Entre os teólogos, Jung manteve o seu mais prolongado dialogo com padre Victor White (1952). Jaffé apontava que as palavras de Jung “não sou eu quem cria a mim mesmo, e sim eu aconteço para mim mesmo” (CW 11, parág. 391) postulam o SELF como um existente a priori. Seja conhecido ou desconhecido, é o agente oculto por trás de nossas vidas. Não se pode fugir de ser determinado pelo self, mesmo para a liberdade, porém a possibilidade de uma experiência de SIGNIFICADO implica o reconhecimento de sua presença (1971). Jung via a encarnação de Cristo como simbolizando a realização daquilo que ele, como psicólogo, chamava “o processo da individuação”. A figura de Cristo realizou plenamente seu potencial e cumpriu seu destino. Entre os psicólogos analíticos contemporâneos, Edinger (por exemplo, 1972) presta a maior atenção ao ponto de vista teleológico que ele vê como compatível com o ponto de vista cristão. Ver ETIOLOGIA (DA NEUROSE); MÉTODOS REDUTIVO E SINTÉTICO; RELIGIÃO. |