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POSIÇÃO ESQUIZOPARANÓIDE |
Termo introduzido por Melanie Klein para indicar um ponto no desenvolvimento de RELAÇÕES OBJETAIS antes de o bebê haver reconhecido que as imagens da mãe boa e da mãe má, com as quais esteve relacionado, se referem à mesma pessoa (ver GRANDE MÃE; IMAGEM, POSIÇÃO DEPRESSIVA). Conquanto a posição esquizoparanóide seja contrastada com a posição depressiva (em que são curadas rupturas na personalidade e no objeto), também existe um movimento oscilatório entre os dois e, na vida adulta, normalmente se pode encontrar uma evidência de ambas as posições. No esquema de desenvolvimento, a posição esquizoparanóide ocorre não importa qual tenha sido o estado de identidade primária que possa ter existido (ver IDENTIDADE). O “split”, ou divisão, a característica da posição esquizoparanóide, não é a mesma coisa que uma “deintegração” do self primário (ver SELF). Nesta última, as várias divisões trazem consigo uma exigência de totalidade e tendem a atuar em direção a uma intensificação da personalidade. A qualidade da angústia nessa circunstância é paranóide (isto é, o medo do bebê, talvez, de perseguição e ataque). Seu meio de defesa é separar de si o objeto (isto é, uma manobra esquizóide). O bebê divide a imagem da mãe de modo a ficar com as boas e controlar as más versões dela. Também se fende dentro de si próprio em virtude da intensa ansiedade causada pela presença de sentimentos aparentemente irreconciliáveis de amor e ódio. Sugeriu-se que a capacidade de resistir a essa divisão é um requisito prévio para qualquer síntese posterior de OPOSTOS. Porém, como enfatizava Jung, em primeiro lugar estes devem ser diferenciados; isto é, separados um do outro. A posição esquizoparanóide reflete um estilo de CONSCIÊNCIA que Jung designava por “heróico”, pelo fato de que o bebê tende a se comportar de uma maneira superiormente determinada e orientada para o objetivo. |