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IDÉIA |
Jung usa este termo de dois modos. Por um lado, a palavra se refere ao SIGNIFICADO que se origina de uma IMAGEM. Aqui, a idéia pareceria ser um fenômeno secundário. Por outro lado, “idéia” sugere um fator psicológico primário, sem o qual não pode existir emoção ou conceitualização concretas. O primeiro uso foi desenvolvido para evitar dar a impressão de que imagens são puramente visuais. O segundo uso reflete a linhagem platônica de Jung e seu interesse por Kant. Uma vantagem do uso de Jung é que enfatiza não existir necessidade de fazer uma divisão rígida entre os produtos do intelecto e os da imaginação; estes podem ser admitidos como evidência de diferentes tipos de pensamento. Aqui, como em determinados outros aspectos, Jung antecipa a alteração pós-cartesiana do paradigma na metodologia científica (CW 6, 1921). |