GRUPO

A atitude de Jung com relação à psicologia de grupo (e psicoterapia de grupo) revela uma certa AMBIVALÊNCIA. Isso porque, enquanto o grupo pode dar a uma pessoa “uma coragem, um suporte e uma dignidade que facilmente se podem perder em isolamento”, há um perigo de que os benefícios da vida em grupo se provarão tão sedutoramente inibidores que se perde a individualidade (CW 8, parág. 228).

Existe uma confusão na Psicologia Analítica entre o relacionamento de uma pessoa com o COLETIVO, a SOCIEDADE, sua própria CULTURA, a massa ou um grupo. Talvez tenha sido causada pela tendência de Jung de ver uma pessoa em primeiro lugar em relação a seu mundo interno, em contraste com um interesse em relacionamentos pessoais e preocupações sociais.

A principal contribuição teórica de Jung para a psicologia de grupo está em sua alegação de que é a influência de tendências arquetípicas insuficientemente integradas que conduz a fenômenos de massa tais como o fascismo. Ver Jaffé (1971) e Odajnyk (1976) quanto a observações sobre a orientação política de Jung.