GÊNERO

Uma classificação humana e, portanto, culturalmente influenciada dos sexos como masculino e feminino. Jung freqüentemente falava e escrevia como se não fizesse distinção entre gênero e SEXO, que, ao contrário, é determinado biologicamente.

Muito embora nem C.G. nem Emma Jung (1957) estivessem desinformados das mudanças culturais básicas que afetavam tanto os homens como as mulheres de sua época (observar, sobre este aspecto, a saudação do Dogma da ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA, pelo primeiro, e a intuitiva conscientização, pela segunda, das mudanças na auto-imagem de uma mulher, que viria com as modernas medidas anticoncepcionais), ambos estavam mais interessados no impacto correspondente dessas mudanças sobre os indivíduos e nas conexões resultantes com a psicologia da masculinidade e feminilidade. De certa forma, eles anteciparam e, talvez, até certo ponto, abriram o caminho para as mudanças atuais na entidade de gênero. Sobretudo suas atitudes eram compatíveis com os costumes culturais do seu próprio tempo; neste aspecto, porém, tão pouco exprimiam uma preferência consciente por um indivíduo ser superior ao outro em gênero/sexo.

O trabalho de ambos sobre a SIZÍGIA pretendia ser orientado para o gênero; mas isso hoje é questionado (Samuels, 1985a). Os trabalhos atuais em PSICOLOGIA ANALÍTICA processam-se ao longo de diversas linhas de investigação: até que ponto as diferenças de gênero estão vinculadas ao sexo; que efeitos psicológicos são manifestados quando se verificam mutações no papel e status de gênero; se uma investigação de imagens tradicionais revelam alguma coisa sobre formas culturais mais esclarecedoras de psique feminina em particular; e a possibilidade de que existam conexões entre a definição de gênero e criatividade.