|
|
|
ENANTIODROMIA |
“Passar para o outro oposto”, uma “lei” psicológica pela primeira vez esboçada por Heráclito, significando que mais cedo ou mais tarde tudo se reverte para seu oposto. Jung identificava isso como “o princípio que governa todos os ciclos da vida natural, desde o menor até o maior” (CW 6, parág. 708). “A única pessoa que escapa à rígida lei da enantiodromia é o homem que sabe como se separar do inconsciente”, escreveu (CW 7, parág. 112). Sem tal separação, existe uma superdependência de um mecanismo autoregulador com conseqüente omissão e debilitação do controle do EGO. A ubiqüidade de suas referências à enantiodramia (clínica, simbólica e teórica) demonstra que, para Jung, não era uma fórmula, mas uma realidade, não somente um desenvolvimento psíquico pessoal, mas também da vida COLETIVA. Terapeuticamente superenfatizada, poderia naturalmente levar a uma invariável consideração do lado brilhante das coisas, ou, inversamente, a uma expectativa do pior. O reconhecimento da inevitailidade da mudança enantiodrômica ajudava Jung a antecipar um deslocamento psíquico, e ele acreditava que era possível tanto prevê-la como se relacionar com ela, constituindo tal atitude a essência da CONSCIÊNCIA. Aplicou o termo à emergência de OPOSTOS inconscientes correspondentes aos pontos de vista mantidos ou expressos pela consciência. Se uma tendência extrema, unilateral, domina a vida consciente, oportunamente uma contraposição igualmente poderosa se ergue na PSIQUE. Primeiro inibe um desempenho consciente e, então, subseqüentemente, rompe com as inibições do ego e o controle consciente. A lei da enantiodromia subordina-se ao princípio de COMPENSAÇÃO de Jung (ver VONTADE). |