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EIXO EGO-SELF |
Como escreveu Jung, embora “o ego esteja para o self como o movido para o movedor, ou como o objeto para o sujeito” (CW 11, parág. 391), ele também reconhece que dois grandes sistemas psíquicos necessitam um do outro. Isso porque, sem o poder analisador do EGO e sua capacidade de facilitar uma vida independente, separada da dependência infantil e de outras dependências, o SELF fica sem presença no mundo cotidiano. Com a ajuda do ego, as tendências do self para fomentar a vida em maior profundidade e em maior nível de integração tornam-se disponíveis para um homem ou uma mulher (cf. Edinger, 1972, cunhou a expressão “eixo ego-self”). De um ponto de vista que privilegie o desenvolvimento, um eixo ego-self vigoroso e viável forma-se no indivíduo, em função da qualidade do relacionamento entre a mãe e o bebê, com um equilíbrio entre união (estar junto) e separação, entre a evolução e aprovação de habilidades específicas e aceitação do bebê como um todo, entre exploração do mundo externo e auto-reflexão. Porém o inverso também ocorre e algumas das dinâmicas inerentes ao eixo do ego-self são projetadas no relacionamento entre um bebê e sua mãe (ver DESENVOLVIMENTO; TENRA INFÂNCIA E INFÂNCIA). |