DOENÇA MENTAL

Jung, seguindo seu mestre Janet, na França, e lado a lado com Forel, na Suíça, e Freud, na Áustria, foi pioneiro no estabelecimento de uma consciência pública de que a causa radical da NEUROSE é psicogênica por natureza. Até a Primeira Guerra Mundial a hipótese que prevalecia, tanto médica como psiquiátrica, era de que esta e todas as chamadas doenças mentais eram enfermidades do cérebro.

Desde o começo de sua carreira, Jung discordava com a ênfase sobre pesquisas anatômicas da doença mental e voltava sua atenção, em lugar disso, para o conteúdo da PSICOSE (lado a lado com o da neurose). Adotava o ponto de vista que afirmava o papel da psicogênese no que diz respeito à ESQUIZOFRENIA e, mediante a análise dos delírios e alucinações que a acompanhavam, afirmou que estes eram importantes e significativos produtos psíquicos (ver SÍMBOLO). Assim, podia prosseguir preocupando-se mais com a psicologia da doença e adotando uma abordagem psicoterapêutica para seu tratamento. Contudo, é importante observar que, muito embora trazendo alívio para o paciente, essa abordagem não era considerada suficiente como uma CURA (ver PSICOTERAPIA). A ênfase constante de Jung era na interação entre a doença e suas manifestações psicológicas (ver CW 3, parágs. 553-84).