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DISSOCIAÇÃO |
Refere-se a uma fragmentação INCONSCIENTE daquilo que deveria estar ligado na personalidade, um tipo de “desunião consigo próprio” (CW 8, parág. 62). Isto sugere colapso do potencial de uma pessoa de incorporar a TOTALIDADE. Alternativamente, a dissociação pode ser usada para descrever uma abordagem mais ou menos consciente, que fragmenta, a fim de “analisar”, quando uma atitude holista e de abrangência total seria mais produtiva. A dependência da sociedade ocidental em relação à ciência e tecnologia e um certo estilo “racional” de pensamento ilustra esse ponto de vista. A psiquiatria pode ser um exemplo particularmente relevante, sobre tudo quando a dinâmica do relacionamento médico-paciente não é considerado de modo adequado. A dissociação é um importante aspecto da NEUROSE. Aqui ela pode ser vista como uma "discrepância entre a atitude consciente e as tendências do inconsciente” (CW 16, parág. 26). A repressão é um caso especial deste aspecto; por exemplo, a incapacidade de se harmonizar com impulsos corporais, ou com a SOMBRA de modo geral, pode ser encarada como dissociação (ver CORPO). A capacidade de reconhecer que a psique tem partes e subsistemas, ou o desenvolvimento de uma capacidade de dialogar com figuras internas, é diferente da dissociação pelo EGO (ver IMAGINAÇÃO ATIVA); de fato, tais atividades requerem a manutenção de uma posição do ego forte e consciente. Jung muitas vezes descreveu a ANÁLISE como uma cura ou restabelecimento de dissociações. Enfatizava a idéia que nem o conhecimento técnico e nem a AB-REAÇÃO eram decisivos. Os aspectos de transferência-contratransferência do relacionamento de ANALISTA E PACIENTE são, de fato, mais fundamentais. Na análise a intenção é facilitar a assimilação da consciência de conteúdos inconscientes e, com isso, vencer as dissociações. Entretanto, há que reconhecer, dizia Jung, que em algumas psicoses o nível de dissociação é grande demais para que esse objetivo seja alcançado (ver PATOLOGIA; PSICOSE). |