DIFERENCIAÇÃO

Uma palavra freqüentemente usada por Jung, que significa distinguir partes de um todo, desemaranhar, separar aquilo que antes estava unido inconscientemente, resolver. É então possível falar de partes da personalidade como mais diferenciadas que outras, significando mais solidamente discriminadas e engastadas na CONSCIÊNCIA (ver TIPOLOGIA).

A diferenciação é tanto um processo natural de crescimento como um empenho psicológico consciente. Faz parte de estados neuróticos de superdependência e interdependência de figuras de genitor e parceiros de casamento, por exemplo, como também de estados interiores quando uma ou mais funções psicológicas podem ser contaminadas por uma outra ou quando o ego e a sombra estão “não-diferenciados”. Em seu estado original, os OPOSTOS existem em um estado de fusão ou coalescência. Sua diferenciação é exigida antes de uma síntese consciente ser possível.

A INDIVIDUAÇÃO é um processo  que exige uma diferenciação; uma pessoa dependente de suas projeções tem pouca ou nenhuma idéia daquilo que ela é ou de quem ela é. Entretanto, Jung postulou a idéia de que, em razão de discriminação e diferenciação significarem mais para o intelecto racional do que TOTALIDADE, existe necessidade de um simbolismo compensatório no homem moderno, que venha a enfatizar a importância de sua totalidade (ver SELF). É errôneo admitir que tudo é “anterior” é automaticamente menos diferenciado. Por exemplo, Jung enfatizava que povos tribais até então inadaptados à sociedade industrializada retêm determinadas sensibilidades altamente diferenciadas já não mais disponíveis para o homem ocidental (ver PRIMITIVOS).