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DEPRESSÃO |
A abordagem de Jung da depressão concentra-se mais na questão da ENERGIA psíquica do que em RELAÇÕES OBJETAIS, perda de objeto ou separação. Os junguianos tendem a fazer livremente empréstimos da PSICANÁLISE nesta área. Jung conceitualiza a depressão como um represamento de energia, que, quando libertada, pode tomar uma direção mais positiva. A energia fica presa em virtude de um problema neurótico ou psicótico, porém, se liberada, realmente ajuda a superação do problema. Um estado de depressão deveria ser vivenciado tão plenamente quanto possível, de acordo com Jung, de modo que os sentimentos envolvidos possam ser esclarecidos. Tal esclarecimento representa uma conversão de um sentimento vago em uma IDÉIA ou IMAGEM mais precisa à qual a pessoa depressiva pode se referir. A depressão está ligada à REGRESSÃO em seus aspectos regenerativos e enriquecedores. Em particular, pode assumir a forma da “tranqüilidade vazia que precede o trabalho criativo” (CW 16, parág. 373). Em tais circunstâncias, é o novo desenvolvimento que extraiu da CONSCIÊNCIA a energia, acarretando a depressão. Jung advertia que a depressão pode estar presente na PSICOSE e vice-versa (ver PATOLOGIA). |