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COLETIVO |
O muitos em contraste com o um. A partir da distinção entre a CONSCIÊNCIA e o INCONSCIENTE, feita pelos precursores do movimento psicanalítico, Jung desenvolveu suas próprias teorias do inconsciente coletivo como o repositório da herança e possibilidades psíquicas do homem (ver ARQUÉTIPO). Via o coletivo como o oposto do individual, aquele do qual o indivíduo, também, se deve diferenciar e como um repositório de tudo aquilo que pode ter sido, em alguma ocasião, individualmente expresso, adaptado ou influenciado. Quanto mais uma pessoa se torna ela própria, isto é, quanto mais se submete à INDIVIDUAÇÃO, mais distintamente irá variar sua conduta em relação a normas, padrões, preceitos, costumes e valores coletivos. Muito embora compartilhe do coletivo como um membro da SOCIEDADE e de uma CULTURA em particular, ela representa uma combinação única dos potenciais existentes no coletivo como um todo. Tal desenvolvimento e diferenciação eram vistos por Jung como instintivos e essenciais. Embora fundamentasse sua alegação empiricamente, sua posição o levou a adotar um PONTO DE VISTA TELEOLÓGICO com relação a este aspecto. Quando o coletivo é considerado como um reservatório de possibilidades psíquicas, é uma força gigantesca capaz de fomentar delírios grandiosos e psicoses de massa. O oposto da individualidade era considerado por Jung uma IDENTIFICAÇÃO com o ideal coletivo, levando à INFLAÇÃO e, no extremo, à megalomania. Ele acreditava que o efetuador real de mudanças era o indivíduo, uma vez que a massa como um todo é incapaz de consciência. |