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ASSUNÇÃO DA |
Que a Sagrada Virgem Maria, tendo terminado sua vida terrena, foi em corpo e alma admitida no céu, foi proclamado como verdade dogmática pelo Papa Pio XII em 1950. Jung saudou a Proclamação. Nela via a elevação da versão cristã do ARQUÉTIPO da mãe à categoria de dogma (CW 9i, parág. 195). Sentia que fora preparada na imaginação popular, reforçada por VISÕES seletivas e pelas chamadas revelações desde a Idade Média e mais especialmente durante o século anterior à Proclamação. Tais fenômenos representavam para ele o anseio do arquétipo em se realizar, um anseio que, nesse caso, culminava na emissão consciente e inevitável da bula papal. A Proclamação também poderia ser vista como uma reconsideração e reconhecimento da matéria, ocorrendo em um tempo no qual a herança espiritual e psíquica do homem estava, assim via ele, ameaçada de aniquilamento. Simbolicamente, isso acrescentava um quarto principio, feminino, ao que ele via como a Trindade essencialmente masculina. Sem inicialmente ser divina, a Virgem Maria representa CORPO e sua presença, portanto, cura a divisão entre os OPOSTOS de matéria e ESPÍRITO. Ela é vista como medianeira, preenchendo na IMAGEM divina o papel que a ANIMA feminina assume na psique humana. Sua presença, dizia ele, une fatores heterogêneos e incomensuráveis numa imagem única de TOTALIDADE. |