APERCEPÇÃO

Um processo pelo qual um novo conteúdo psíquico (recognição, avaliação, intuição, percepção sensorial) é articulado de modo a se tornar compreendido, captado ou “claro”. É uma faculdade interior que representa coisas externas como percebidas pela PSIQUE que as registrou e que responde; portanto, o resultado é sempre uma mistura de realidade e fantasia, uma mescla de experiência pessoal e IMAGO arquetípica (ver ARQUÉTIPO).

Jung fazia distinção entre dois modos de apercepção, ativa e passiva. O primeiro, pelo qual o sujeito conscientemente decide apreender um novo conteúdo, é iniciado pelo EGO. O outro ocorre ao sujeito quando um conteúdo introduz-se em sua consciência e força a apreensão, como freqüentemente acontece com os sonhos. Seja ativo ou passivo, o processo, contudo, é o mesmo, envolvendo a participação do sujeito, voluntária ou involuntariamente, e exigindo REFLEXÃO. Jung também identificava estados de apercepção dirigida e não-dirigida correspondente ao grau de participação racional do ego ou do envolvimento irracional da fantasia na operação (ver PENSAMENTO DIRIGIDO e DE FANTASIA).