ANGÚSTIA

No uso do termo, por Jung, podem-se distinguir aspectos particulares.
(a) nem toda angústia tem uma base sexual (ver
PSICANÁLISE);
(b) a angústia pode ter um aspecto positivo chamando a atenção de uma pessoa para um indesejável estado de coisas;
(c) a angústia pode ser considerada um meio de se evitar tornar-se consciente do sofrimento.

É um tanto questionável se Jung lidava adequadamente com os vários processos defensivos empregados pelo EGO para afastar a angústia. Pode-se atribuir isso, em parte, ao fato de ele equiparar o “ego” à “CONSCIÊNCIA”. Isso significava que a possibilidade de que partes da estrutura do ego sejam, elas próprias, INCONSCIENTES não é cogitada. São essas defesas inconscientes do ego que lidam com a angústia. Do mesmo modo, devido à sua insistência de que o conteúdo de um COMPLEXO específico é mais importante que o nome que damos ao complexo, a obra de Jung não mostra paralelismo com discussões de Freud sobre os diferentes tipos de angústia. Para Jung, a angústia tem sempre uma interpretação e significação pessoais.