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AMPLIFICAÇÃO |
Parte do método de Jung para a INTERPRETAÇÃO (particularmente de SONHOS). Mediante a ASSOCIAÇÃO ele tentava estabelecer o contexto pessoal de um sonho; mediante a amplificação ligava-o a imagens universais. A amplificação envolve o uso de paralelismo míticos, históricos e culturais a fim de esclarecer e ampliar o conteúdo metafórico do simbolismo onírico (ver CONTOS DE FADAS, CULTURA; METÁFORA; MITO; SÍMBOLO). Jung fala disso como “o tecido psicológico” em que a IMAGEM está inserida. A amplificação possibilita ao sonhador abandonar uma atitude puramente pessoal e individualista com relação à imagem onírica. Enfatiza uma tradução antes metafórica (daí aproximada), que literal, do conteúdo onírico, e prepara o sonhador para exercer uma escolha. Isso se faz com o reconhecimento do que é mais imediatamente relevante para o sonhador e, com isso, propiciando uma nova compreensão como conseqüência da REFLEXÃO. Uma possibilidade adicional, embora não especificamente formulada por Jung, é de que, mediante a amplificação, o indivíduo experimenta conscientemente a si mesmo e como parte de energias arquetípicas mais do que como objeto delas (ver o parágrafo final, adiante). Existem riscos no uso da amplificação. Um deles é a superintelectualização. Um outro é a proliferação de significados e uma conseqüente INFLAÇÃO. A opinião de Jung era de que, mediante reflexão e seleção, uma pessoa estabelece um relacionamento responsável e significativo com seu próprio INCONSCIENTE e, através de um tal diálogo, promove o processo da a INDIVIDUAÇÃO. Jung encarava a amplificação como a base de seu método sintético (ver MÉTODOS REDUTIVO E SINTÉTICO). Afirmava que o objetivo dela era tornar tanto explícito como amplo aquilo que é revelado pelo inconsciente do sonhador. Isso então possibilita ao sonhador vê-lo com único, porém de significação universal, uma síntese de padrões pessoais e COLETIVOS. Em uma de suas primeiras tentativas de formulação de uma teoria do ARQUÉTIPO e sua conexão com o método da amplificação, Jung fala da necessidade de demolir o sistema psicológico pessoal dividindo-o em componentes típicos durante a ANÁLISE. “Mesmo os sistemas mais individuais não são absolutamente únicos”, diz ele, “porém oferecem surpreendentes e inequívocas analogias com outros sistemas” (CW 3, parág. 413). Aqui ele fala da amplificação como aumento da base sobre a qual repousa a construção de uma interpretação. Tal formulação traz uma semelhança com as modernas idéias da realidade como “holográfica”, tanto mais que uma amplificação possibilita perspectivas diferentes, porém simultâneas (Wilber, 1982). |