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ADAPTAÇÃO |
Relacionar-se com, pôr-se de acordo com e equilibrar fatores internos e externos. Deve ser distinguido de conformismo; um aspecto vital da INDIVIDUAÇÃO. De acordo com Jung, falha na adaptação é uma definição da NEUROSE. Às vezes, isso se expressa em termos de realidade externa; às vezes, em termos de realidade interna. Na ANÁLISE os problemas externos podem ser trabalhados em primeiro lugar, liberando a pessoa de enfrentar logo questões interiores profundas e pressionantes. Jung apontava que a adaptação per se também sugeria um equilíbrio das necessidades tanto do mundo interno como do mundo externo, que podem fazer solicitações bastante diferentes a uma pessoa. De início, a análise pode parecer destruir a adaptação que um paciente conseguiu para si próprio; mas, posteriormente, este pode ver que isso era necessário, tendo a adaptação anterior sido ilegítima e obtida a um custo por demais elevado. Existem muitos modos de adaptação, variando de pessoa a pessoa e de acordo com a TIPOLOGIA. Entretanto, uma dependência excessiva de um modo particular de adaptação ou uma concentração excessiva sobre a satisfação das exigências do mundo interno ou do mundo externo também podem ser consideradas neuróticas. O termo “adaptação” também se relaciona com a tensão entre exigências pessoais e COLETIVAS. Aqui a opinião de Jung era de que isso dependia do indivíduo; alguns indivíduos precisam ser mais “pessoais”, outros, mais “coletivos” (CW 7, parág. 462). Ver INCONSCIENTE. Uma boa ilustração da interpenetração de interno e externo, pessoal e coletivo, pode ser encontrada nos relacionamentos. A adaptação a um parceiro num casamento, digamos, pode ser examinada em todos esses níveis. A adaptação equipara-se a “normalidade”? Com relação à pessoa “normal”, Jung escreveu que uma tal “mescla feliz de caráter” é “ideal” e uma “rara ocorrência” (CW 7, parág. 80). Um tal ponto de vista é semelhante ao de Freud, que descrevia a “normalidade” como uma “ficção ideal” (1937). |