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AB-REAÇÃO |
Uma reprodução dramática de um momento traumatizante, sua recapitulação emocional no estado de vigília ou no hipnótico, uma confissão, um recontar que “despotencializa a afetividade da experiência traumática, até que já não tenha mais uma influência perturbadora” (CW 16, parág. 262). O uso da ab-reação esteve ligado à teoria do TRAUMA e aos primeiros experimentos psicanalíticos de Freud. Jung diferia de Freud quanto à eficácia de usar a ab-reação. Uma consideração de sua inadequação levou a uma nova definição do próprio método de Jung e de sua elucidação do papel que a transferência desempenha no tratamento (ver ANALISTA E PACIENTE). Usada por si mesma (por sugestão ou no chamado método catártico), Jung achava que a ab-reação era insuficiente, inútil ou nociva (como Freud o fez posteriormente). Identificava o objetivo do tratamento como a INTEGRAÇÃO da DISSOCIAÇÃO ligada ao trauma, mais que sua ab-reação. Em sua opinião, essa re-experimentação deveria revelar o aspecto bipolar da NEUROSE, de modo que uma pessoa mais uma vez pudesse se relacionar com o conteúdo positivo ou prospectivo do COMPLEXO; daí, exercer controle do AFETO. A maneira como isso poderia ser realizado, pensava ele, era mediante o relacionamento com o terapeuta, um relacionamento que reforçasse a personalidade consciente do paciente o bastante para que o complexo autônomo se tornasse sujeito à autoridade do EGO. A ab-reação é uma forma de ENCENAÇÃO disponível na ANÁLISE. É de importância capital em algumas outras terapias (por exemplo, na Terapia Primal). |