| Jayme Ferreira da Costa, cidadão carioca, atual morador
de Buenos Aires, há cerca de 20 anos, trabalha ordenando formas e cores no espaço contribuindo assim
para o exercício básico dos estudos sobre o encontro do homem com sua memória. Vem, dessa forma, tornando-se um sólido expoente nesse campo. Em suas obras, o que a princípio pode parecer uma certa indisciplina, é na realidade a liberdade de expressar sua origem mestiça, através de formas e cores rigorosamente comprometidas com sua estética afro-americana. Jayme renega o mero objeto estético e a figuração formal do belo. Assume a configuração essencial da obra de arte onde o símbolo, o signo e a metáfora se materializam e concretizam o sonhado. Artista que vem conquistando prêmios ao longo de sua carreira na Argentina, Jayme delineia os traços de seus sentimentos dando forma a objetos que expressam uma sensualidade vibrante ao mesmo tempo que expõem delicadeza e sensibilidade. Em 1989, recebeu sua primeira Menção Honrosa na Cidade de San Isidro, o que veio a se repetir em 1993. Tanto em 1990 quanto em 1994 recebeu o primeiro prêmio, em San Isidro e em San Fernando, respectivamente. Obteve o segundo prêmio em 1991, em Caseros e ainda um terceiro prêmio do Salão da Cooperativa de Artistas Plásticos de Quiquela – tudo naquele país irmão onde escolheu viver grande parte de sua vida e onde iniciou e amadureceu suas habilidades de expressão artística através da escultura. |
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