
AS ORIGENS DA PÓS-MODERNIDADE
Perry Anderson
Jorge Zahar Editor - 1998 - 165 págs.
| “Ao fazer um relato histórico das origens da noção
do pós-moderno - Como surgiu? Quem cunhou o termo? Por que seu sentido mudou ao longo do século?
-, Perry Anderson dá seqüência à sua penetrante análise da contemporaneidade, explorando
passo a passo o percurso e as conseqüências do pós-modernismo. Tendo como inspiração a obra de Fredric Jameson, teórico supremo do pós-modernismo, identifica de forma precisa as diversas fontes do pós-moderno em seus respectivos cenários espacial, político e intelectual.” “ Como surgiu a noção do pós-moderno? Quem forjou o termo? Por que seu sentido mudou ao longo do século? A que propósitos serve? Estas são algumas das questões discutidas e esclarecidas por Perry Anderson - incansável estudioso dos fenômenos culturais e políticos contemporâneos - neste As origens da pós-modernidade. O título do livro, por sinal, tem uma dupla referência. O objetivo principal é fornecer um relato histórico das origens da noção de pós-modernidade: um balanço que identifique de forma mais precisa suas diversas fontes nos respectivos cenários espacial, político e intelectual, com maior atenção para a seqüência cronológica - e também para os enfoques locais. Um propósito secundário é levantar, de maneira mais experimental, algumas das condições que podem ter produzido o pós-moderno - não como idéia, mas como fenômeno. Por um lado, os comentários a partir daí suscitados pretendem retraçar as premissas do modernismo no fim do século passado e, por outro, engajar-se no animado debate literário contemporâneo sobre essas questões. Originalmente planejado como introdução a uma coletânea de textos seminais da obra de Fredric Jameson - teórico pioneiro do pós-modernismo -, este livro é organizado em capítulos que exploram passo a passo a gênese, a consolidação e as conseqüências da noção do pós-moderno, num trajeto que nos leva de Lima a Angkor, Paris, Nova York, Munique, à China e às estrelas. Enriquecendo sua análise do modernismo - amplamente citada como referência -, Perry Anderson sustenta que o pós-modernismo deriva de uma burguesia declassé, do desenvolvimento tecnológico da mídia e da derrocada histórica e global da esquerda. Dando seqüência à sua rigorosa interpretação do pós-modernismo como lógica cultural do capitalismo multinacional, conclui com um conjunto de reflexões históricas sobre o desaparecimento gradual do modernismo, a ascensão do espetacular, os debates sobre o ‘fim da arte’ e o destino da política no mundo pós-moderno.” “Perry Anderson, nascido em 1938 na Inglaterra, é professor-titular de história da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles). Editor da New Left Review durante vinte anos (a partir de 1962), é autor de extensa obra - traduzida em mais de vinte países -, que inclui: Considerações sobre o marxismo ocidental, Passagens da Antigüidade ao Feudalismo, Arguments with English Marxism, In the Tracks of Historical Materialism, English Questions e A Zone of Engagement, do qual foi extraído O fim da história: de Hegel a Fukuyama, publicado no Brasil por Jorge Zahar Editor.” SUMÁRIO Prefácio 1. Primórdios 2. Cristalização 3. Compreensão 4. Efeitos posteriores Índice onomástico |
|
www.rubedo.psc.br | Início | Revista de Literatura | Correio |