AS ILUSÕES DO PÓS-MODERNISMO

Terry Eagleton

Jorge Zahar Editor - 1996 - 141 págs.


“ Concentrando-se mais na cultura do que nas formulações rebuscadas da filosofia do pós-modernismo, Terry Eagleton elabora neste livro uma refinada crítica política e teórica da contemporaneidade.
Em seis tópicos - primórdios, ambivalências, histórias, sujeitos, falácias e contradições -, cria um mosaico que permite ao leitor vislumbrar como esse ‘movimento’ de tão breve existência conseguiu derrubar certezas supostamente inabaláveis.”

“Neste ensaio crítico, Terry Eagleton explora os primórdios, ambivalências, histórias, sujeitos falácias e contradições do pós-modernismo. Para isso, concentra-se mais na cultura do que nas formulações rebuscadas da filosofia do pós-modernismo. O resultado é sobretudo uma crítica política e teórica, que desmistifica as idéias feitas oferecidas sob o rótulo de ‘pós-modernas’.
A cultura pós-modernista produziu em sua breve existência, um conjunto de obras ricas, ousadas e divertidas, em todos os campos da arte. Ela também gerou um excesso de material kitsch execrável. Derrubou um bom número de certezas complacentes, contaminou purezas protegidas com desvelo e transgrediu normas opressoras.
Tal maneira de ver baseia-se em circunstâncias concretas: emerge da mudança histórica ocorrida no Ocidente rumo a um nova forma de capitalismo - o mundo efêmero e descentralizado da tecnologia, do consumismo e da indústria cultural, no qual as indústrias de serviços, finanças e informação triunfam sobre a produção tradicional, e a política de classes cede terreno a uma série difusa de ‘políticas de identidades’. Pós-modernismo é, portanto, um estilo de cultura que obscurece as fronteiras entre cultura ‘elitista’ e cultura ‘popular’, bem como entre arte e experiência cotidiana. O quão dominante ou disseminada se mostra essa cultura é objeto de controvérsia.
Sempre contundente em sua análise, o Professor Eagleton dedica igual atenção à força do pós-modernismo e a seus equívocos. Seu indiscutível talento para a ironia e a sátira estimula o prazer do leitor, assim como seu compromisso com a ética e uma sociedade justa inspira engajamento e ‘uma recusa em aquiescer com desordem pavorosa em que se encontra o mundo atual’.”

“Terry Eagleton é Thomas Warton Professor de inglês da Universidade de Oxford. Entre suas obras destacam-se A ideologia da estética (Jorge Zahar, 1993), Literary Theory: An Introduction (2ª ed., 1996), Heatchcliff and the Great Hunger (1995), William Shakespeare (1986), Walter Benjamin (1976), Criticism and Ideology (1976) e Marxism and Literary Criticism (1976).

SUMÁRIO

Prefácio
1. Primórdios
2. Ambivalências
3. Histórias
4. Sujeitos
5. Falácias
6. Contradições
Notas
Índice Remissivo



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