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“Arthur Schopenhauer, o filósofo do pessimismo. Friedrich Nietzsche, ‘o primeiro filósofo trágico’.
Entre ambos, apesar de diferenças, um terreno comum existencial. O dionisismo de Nietzsche como uma alternativa
ao pessimismo schopenhaueriano. Dois tipos de heroísmo, um ascético, o outro exaltante.”
“Com O pessimismo e suas vontades, José Thomaz Brum convida Schopenhauer e Nietzsche a dialogarem. Pondo
em cena a visão pessimista que um esposa e a visão trágica que o outro abraça, ressalta
os pontos em torno dos quais eles concordam e sobretudo aqueles dos quais divergem.
O fio condutor deste trabalho consiste na idéia de que as reflexões que Schopenhauer e Nietzsche
fazem sobre a arte espelham as concepções que eles têm da existência. Não é
por acaso, pois, que o autor comece por examinar a maneira pela qual os filósofos concebem o homem. Embora
ambos concordem ao vê-lo como um ser incapaz de felicidade durável, em muito divergem quando se trata
de avaliar esse fato. Se Schopenhauer não tolera o caráter efêmero e transitório da
existência, Nietzsche busca justamente afirmar esta vida em tudo o que ela tem de mais terrível e
doloroso mas também de mais alegre e exuberante. Enquanto um vê na arte um meio para fugir deste mundo
em que nos achamos aqui e agora, o outro nela percebe um meio para nos reconciliarmos com o sofrimento.
Neste livro, José Thomaz Brum discorre, com rigor e simplicidade, sobre as questões mais complexas
do pensamento schopenhaueriano e da filosofia nietzschiana. Bem mais. Mostra que, interlocutores, Schopenhauer
e Nietzsche têm ainda muito a nos dizer.” Scarlett Marton
Professora do Departamento de Filosofia da USP
“José Thomaz Brum nasceu no Rio de Janeiro em 1956, é
doutor em Filosofia pela Universidade de Nice-Sophia Antipolis e professor de Estética no curso de especialização
em História da Arte da PUC - RJ. É autor de Nietzsche. As artes do intelecto (L&PM, 1986) e tradutor
de Guy de Maupassant, Théophile Gautier, Clément Rosset e do pensador romeno E. M. Cioran. Desse
autor, José Thomaz Brum já traduziu pela Editora Rocco Breviário de decomposição,
Silogismos da amargura, História e utopia e Exercícios de admiração.”
SUMÁRIO
Prefácio de Clément Rosset
Apresentação
Lista de abreviaturas
Introdução
CAPÍTULO PRIMEIRO:
A IMAGEM DO HOMEM SEGUNDO SCHOPENHAUER
I. A fortaleza da vontade
II. A idéia do homem
III. A luta sem trégua
IV. Razão e ilusão
V. A música das espécies
VI. Inocência e dissimulação
VII. A vontade repetitiva
VIII. O absurdo de ser homem
IX. O indivíduo e o presente
X. Caráter empírico e caráter inteligível
XI. Desejo e sofrimento
XII. A doença do tempo
XIII. Uma mercadoria ruim: a vida
XIV. O amor enganador
XV. O egoísmo, fonte da injustiça
XVI. O Estado-focinheira
XVII. O diabólico no homem
XVIII. Justiça temporal e justiça eterna
XIX. O mistério da unidade dos seres
XX. Eudemonismo e pessimismo
XXI. A moral do “como-se”
CAPÍTULO SEGUNDO:
A IMAGEM DO HOMEM SEGUNDO NIETZSCHE
I. Schopenhauer educador
II. O animal inteligente e seu astro
III. O homem-animal
IV. Vontade de viver e vontade de potência
V. Nietzsche contra Schopenhauer
VI. O homem dionisíaco
VII. Visão pessimista e visão trágica
VIII. Alegria e tristeza na filosofia
IX. O homem nobre
CAPÍTULO TERCEIRO:
A VISÃO DA ARTE SEGUNDO SCHOPENHAUER E SEGUNDO NIETZSCHE
I. Arte e ascese em Schopenhauer
1. A contemplação estética
2. A arte consoladora
3. Poesia e tragédia
4. Um exercício de metafísica inconsciente
5. O homem de gênio
6. A arte como calmante
II. Arte e jubilação em Nietzsche
1. Beleza e feiúra
2. Arte e sofrimento
3. Estéticas em conflito
4. A imagem do artista
5. Clássico contra romântico
6. Música e plenitude
Conclusão
Bibliografia
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