NIETZSCHE E DELEUZE INTENSIDADE E PAIXÃO

Daniel Lins, Sylvio de Sousa Gadelha Costa,
Alexandre Veras (orgs.)



RELUME DUMARÁ - 2000 - 190 págs.

“Um Simpósio em torno de Nietzsche e Deleuze é mais do que compreensível, quando se sabe que, entre os pensadores com os quais Deleuze procurou formar uma aliança - sejam eles filósofos, artistas, literatos ou cientistas - , Nietzsche foi o que mais lhe forneceu os instrumentos para elaborar sua própria filosofia da diferença.

Mas os textos aqui reunidos gravitam em torno desses filósofos de várias maneiras. Uns estudam nos dois autores os temas da memória e do esquecimento, do intempestivo, da crítica do sujeito e da dialética. Outros preferem privilegiar Nietzsche ou Deleuze. Seja para analisar a relação que Nietzsche estabelece entre arte e vida, para evidenciar a importância do deslocamento que ele produz da filologia para a filosofia ou para compará-lo a Espinosa; seja para expor o pensamento de Deleuze a respeito de uma ontologia da diferença ou da utilização que faz da literatura para a criação de alguns conceitos que expressam o trágico em sua filosofia, além, evidentemente, da leitura sugestiva que faz de Nietzsche. Outros, finalmente, preferem utilizar o pensamento de Deleuze para pensar a educação a partir da categoria de produção desejante ou para apresentar a sociologia de Gabriel Tarde a partir da noção de intensidade.
Os que estudam Nietzsche ou Deleuze sabem quanto a crítica no niilismo do homem moderno e a busca de novas possibilidades de vida fazem deles instrumentos poderosos. É que, embora, assistam à derrocada dos valores otimistas do humanismo, eles se sentem protegidos pelo caráter afirmativo de sua visão trágica, contra o pessimismo desesperado dos que, tristes, lamentam cada vez mais que o homem não deu certo.

Os participantes do Simpósio que deu origem a estes textos, sentiram, extasiados, a leve corrente de ar fresco que Nietzsche e Deleuze instauraram na filosofia encontrar a brisa cearense como um elemento ideal para se propagar. Será maravilhoso se algo dessa experiência de alegria e intensidade se tiver conservado na palavra escrita.”
Roberto Machado
SUMÁRIO:

Apresentação

Arte e vida no pensamento de Nietzsche
Rosa Maria Dias

Algumas questões em torno de O nascimento da tragédia, de Nietzsche
Aurélio Guerra Neto

Esquecer não é crime
Daniel Lins

Deleuze, um pensador intempestivo
Peter Pál Pelbart

Nietzsche na univocidade deleuziana
Luis B. L. Orlandi

Para além da Dialética: O anti-hegelianismo de Nietzsche e Deleuze
Roberto Charles Feitosa de Oliveira

“Pensamento nômade”: a leitura deleuziana do aforismo de Nietzsche
Miguel Angel de Barrenechea

Esquizo ou da Educação: Deleuze educador virtual
Sylvio de Sousa Gadelha Costa

Deleuze, literatura e afirmação ontológica
Orlando Gomes

Literatura e intensidade ou o que (se) passa entre Kafka e Nietzsche
Paulo Germano Barrozo de Albuquerque

Por uma sociologia do intensivo
Tiago Seixas Themudo

Considerações acerca do problema moral em Espinosa e Nietzsche
Jefferson Alves de Aquino

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