ASSIM FALOU NIETZSCHE II

MEMÓRIA, TRAGÉDIA E CULTURA


Charles Feitosa e

Miguel Angel de Barrenechea (Org..)


Relume Dumará - 2000 - 169 págs.

“São muitas as faces de Nietzsche: poeta, pensador, louco, gênio, profeta, iconoclasta, etc... Nos últimos anos seu pensamento vem sendo estudado como um dos mais instigantes diagnósticos da história e da cultura. A presente compilação reúne os principais textos apresentados no II Simpósio Nacional de Filosofia Assim falou Nietzsche: Memória, Tragédia e Cultura, organizado pelo Departamento de Filosofia e Ciências Sociais e pelo Mestrado em Memória Social e Documento da UNIRIO e realizado com o apoio da Fundação PRO UNI-RIO, entre 24 e 26 de novembro de 1999.
Aqui o leitor poderá constatar que a atmosfera do evento não foi nem de deslumbramento, nem de amargas polêmicas, mas sim de festa e celebração. Uma festa é um instante de suspensão do tempo ordinário, quando são celebrados os começos e os fins dos diferentes ciclos da vida. Festa é um momento radical de estetização da existência, tem que ter música, dança, banquete; é o tempo de excesso, de surpresa, de vertigem. É preciso coragem para festejar, pois a lei da festa exige que seus participantes se entreguem totalmente, correndo sempre o risco de perderem-se de si mesmos e de adoecer. A festa em Nietzsche é uma festa do pensamento, uma celebração de novos começos para a filosofia. O próprio Nietzsche diz, em um aforismo de 1880, que ‘O pensamento abstrato é fatigante para muitos, mas para mim, nos dias bons, é uma festa e um inebriamento’. Aqueles dias no fim de novembro de 1999 na UNIRIO também foram dias bons.”
Charles Feitosa, Co-organizador do II Simpósio Nacional de Filosofia Assim falou Nietzsche
SUMÁRIO:

Prefácio
Da utilidade do esquecimento para a filosofia - Charles Feitosa

Nietzsche e Artaud: escrita e poética do túmulo - Daniel Lins

Fragmento de interpretação de “do conhecimento imaculado” in Zaratustra II - Gilvan Fogel

Teatro e máscara no pensamento de Nietzsche - Maria Cristina Franco Ferraz

A questão do ressentimento em Nietzsche e Max Scheler - Marta Luzie de Oliveira Civale

Tragédia hoje: a contemporaneidade do arcaico - Miguel Angel de Barrenechea

Contribuição à leitura de Nietzsche - Miguel Antonio do Nascimento

Arte e conhecimento em Nietzsche - Olímpio Pimenta

Genealogia da moral e arqueologia da cultura - Oswaldo Giacoia Júnior

Prolegômenos a uma história nietzschiana da arte - Paulo Pinheiro

Nietzsche e Wagner: “amizade de astros” - Rosa Maria Dias

Nota sobre ser e representação em O nascimento da tragédia - Rosana Suarez

Só acreditaria num deus que soubesse dançar - Scarlett Marton

Memória-Esquecimento: Nietzsche e Benjamin - Valéria Cristina Lopes Wilke

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