|
“Vilém Flusser foi um pensador vigoroso, denso e incisivo.
Para ele, o pensador filosófico era uma urgência vital. Flusser teve que lidar com a sua urgência
vital de pensar, sem o apoio de instituições, pela própria cabeça. Superar o isolamento,
buscar o diálogo, participar da conversação autêntica que multiplica, ramifica, desdobra
e especializa o pensamento, como diz em A dúvida, era seu tema recorrente. Neste livro isso se expressa
seja na rejeição da excentricidade subjetivista do pensamento romântico, seja no combate ao
niilismo do anti-intelectualismo, que via como erro e perigo. Flusser não era um pensador bem comportado.
Integrava a família intelectual dos grandes carnívoros. Devorava livros e idéias, antropofagicamente.”
Celso Lafer
“O filósofo judeu Vilém Flusser nasce em 1920 em Praga, na antiga Tchecoeslováquia. A invasão
nazista força-o a fugir para o Brasil em 1939; toda a sua família é assassinada. Em São
Paulo, trabalha como industrial até perto de 1960, quando se dedica à filosofia. Leciona na FAAP,
no ITA e na USP, ao mesmo tempo que escreve para os jornais O Estado de São Paulo e Folha de São
Paulo. Publica vários livros em português e em 1973 muda-se para Rabion, na França, quando
passa a publicar na Alemanha e a ser reconhecido como filósofo das novas mídias. Em 1991, volta a
Praga para proferir conferência no Instituto Goethe. Ao sair da conferência, morre num acidente de
carro. Dentre mais de 30 livros publicados, destacam-se: Língua e realidade (1963), A história do
Diabo (1965), Pós-história (1983), Filosofia da caixa preta (1985), Die Schrift (1992), Fenomenologia
do brasileiro (1998).”
SUMÁRIO
Prefácio - Celso Lafer
Introdução
Do intelecto
Da frase
Do nome
Da proximidade
Do sacrifício
|