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PLATÃO Maria Cristina Franco Ferraz Relume Dumará - 1999 - 89 págs. |

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Para conquistar sua hegemonia, a filosofia platônica procedeu a uma radical desqualificação, tanto moral quanto ontológica, das práticas com as quais rivalizava no mundo grego — a sofística, a retórica, a poesia e a pintura — fazendo com que a acusação a cada uma delas abrangesse de fato todas as demais. A partir de então, a mimesis será inexoravelmente associada ao sedutor brilho do falso, que não deixará de exercer grande fascínio sobre os filósofos. No limiar do século XXI, trata-se de investigar as implicações dos gestos inaugurais da filosofia ocidental para melhor podermos avaliar até que ponto ainda somos deles tributários. É nesse sentido que aqui propomos uma leitura do breve diálogo platônico Íon, em que, ardilosamente, a condenação da poesia se apresenta sob a forma de sua própria sacralização. Maria Cristina Franco Ferraz, nascida no Rio de Janeiro, é professora titular de Teoria da Comunicação do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense e doutora em Filosofia pela Universidade de Paris I-Panthéon-Sorbonne. Publicou, pela Editora Relume Dumará, em 1994, o livro Nietzsche, o bufão dos deuses, cuja versão original em francês, foi lançada, em 1998, pela editora parisiense L'Harmattan, com o título Nietzsche, le bouffon des dieux. O presente livro resulta de uma pesquisa desenvolvida com o apoio do CNPq. Sumário: O sofista, como o poeta: um fingidor |
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