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ANTONIN ARTAUD Daniel Lins RELUME DUMARÁ - 1999 - 131 págs. |

| “Trata-se, na presente obra, de engendrar uma produção
de Artaud numa espécie de encarnação de uma escrita regada pelo sangue e pela vontade de potência
numa vivência radical da crueldade. Vivenciar é experimentar pensamentos nômades, produzir uma
escrita das vísceras, elaborar conceitos grávidos de acontecimentos inserido no universo da contaminação
e não da cópia. Nascido em 1896, Antonin Artaud, o crucificado, foi encontrado morto, no dia 4 de março de 1948, na clínica Ivry, subúrbio de Paris. Meio século após sua morte, ele continua suscitando paixões e mitos. Artaud, o inclassificável, se encontra em todas as encruzilhadas do pensamento contemporâneo: teatro, cinema, música, dança, pintura, metafísica, poesia e psiquiatria. Artaud excede as fronteiras e desenraíza todas as genealogias.” “Daniel Lins, doutor em Sociologia pela Universidade de Paris VII - Sorbone, filósofo e psicanalista, é professor do Departamento de Ciências Sociais e Filosofia da Universidade Federal do Ceará. É coordenador do Núcleo de Pesquisa da Subjetividade da UFC e responsável pelo setor de Editoração da Secretaria de Cultura e Desporto do Estado do Ceará. É autor, entre outros, dos livros Ayrton Senna: A imolação de um deus vivo (EUFC, 1995), La passion selon Lampião (Seuil, 1995), Lampião o homem que amava as mulheres (Annablume, 1997), O dedo no olho: micropolítica do cotidiano (Annablume, 1999) e organizador de Poder e violência (EUFC, 1997), Cultura e subjetividade: saberes nômades (Papirus, 1997) e A dominação masculina revisitada (Papirus, 1998).” SUMÁRIO Artaud: a escrita masturbatória Pensamento-bomba, pensamento-fecal Artaud: escrita-rosto em desfazimento Como criar para si um Corpo se Órgãos? A paixão segundo Antonin Artaud |
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