Walter Galvani



NAU CAPITÂNIA

308 páginas - 1999

Às vesperas do aniversário de quinhentos anos do Descobrimento do Brasil, pouca atenção tem sido dispensada ao principal responsável por toda essa festa. Pedro Álvares Cabral ainda é para muitos o mais ilustre desconhecido da história do Brasil. Mas Nau capitânia, do jornalista Walter Galvani, preenche essa lacuna, desvenda segredos e apresenta curiosidades sobre o descobridor do nosso país. Depois de ter lido mais de trezentos livros e de cinco anos de pesquisa, Galvani realizou a primeira biografia de Cabral. Para tanto, viajou durante seis meses por Portugal e vasculhou arquivos importantes como o da Torre do Tombo, o Ultramarino, o da Universidade de Coimbra, além de outros na França, Itália e Espanha.
Comandante da maior frota organizada pelo governo de Portugal para explorar os mares, Cabral tinha sob sua responsabilidade catorze navios e 1.500 homens. Foi o único navegador português a viajar pelos quatro continentes numa expedição, que acabou estabelecendo a rota comercial entre Portugal e a Ásia — que traria vantagens tão grandes aos portugueses que a então Ilha de Vera Cruz seria esquecida por várias décadas. Apesar de a Rota das Índias ter sido descoberta por Vasco da Gama, foi Cabral que a tornou lucrativa.
A rivalidade com o navegador Vasco da Gama foi o motivo do auto-exílio de Cabral em Santarém, Portugal. Depois de recusar participar de uma expedição comandada por um parente de Vasco da Gama, em 1501, Cabral caiu no ostracismo. Casou-se em 1503, com Isabel de Castro, e morreu em 1520, depois de passar décadas cuidando de suas propriedades. Na sua lápide não consta nenhuma referência sobre seus feitos.
Também o grande poeta português, admirador dos navegadores lusitanos, Luís de Camões, jamais escreveu uma única linha sobre Cabral, apesar de ter viajado para a Índia a bordo de uma nau comandada por um dos seis filhos de Pedro Álvares Cabral.

O jornalista e escritor Walter Galvani nasceu a 6 de maio de 1934 em Canoas, onde iniciou sua atividade como jornalista no jornal Expressão, que ajudou a fundar. Desde 1955 transferiu-se para Porto Alegre onde atuou sucessivamente nos mais importantes jornais e rádios da região. Depois de se dedicar durante quatro anos à leitura e pesquisa de temas ligados ao período dos descobrimentos, foi para Portugal (1998), onde residiu durante seis meses, percorrendo também os vizinhos Espanha, França e Itália, completando nas fontes primárias a busca de documentos e textos originais para esta investigação histórica.


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