Robert Bréchon


FERNANDO PESSOA ESTRANHO ESTRANGEIRO
Uma biografia

2000 - 598 págs.


Tradução da edição portuguesa

Maria Abreu e Pedro Tamem


Adaptação para o português do Brasil

Carlos Nougué

Leia o capítulo

Mensagem (1934)


“Bem pesquisado, o livro de Robert Bréchon é caloroso e honestamente escrupuloso, fazendo jutiça às obras críticas que o precederam e que permitiram a sua própria pesquisa.”

Le Monde

“É um trabalho notével por essa capacidade de encontrar e ligar os fios de um pensamento e de uma obra em que os aspectos mais visíveis remetam para o fragmentário e o inacabado.”

Expresso



“Esta não é uma orelha convencional, daquelas que a gente afaga com cotonete e pronto, passemos à próxima atração. Adjetivos como imperdível, magnífico, definitivo, não dizem nada sobre o Estranho estrangeiro de Robert Bréchon e, ainda por cima, traem os poemas que Fernando Pessoa esqueceu para nós no balcão da Tabacaria, em Lisboa, depois de uma conversa com o Estêves sem metafísica.

O Estranho estrangeiro foi recebido com caras e bocas emburradas pelos especialistas - leia-se: aqueles que se julgam ‘donos’ da vida-obra de Fernando Pessoa. Bom sinal.

Diz Robert Bréchon no prefácio - que não por acaso chamou de Advertências: ‘Este livro não pretende ser nem erudito nem objetivo. Nele assumo minhas opções, as minhas opiniões tendenciosas, as minhas interpretações da obra, os meus juízos de valor sobre o homem. Mas é bom que o leitor saiba que existem outros olhares possíveis sobre a personalidade de Pessoa.’

O livro de Bréchon forja um encontro entre o leitor e um outro Pessoa, que não é o do autor, o de João Gaspar Simões, o de José Augusto Seabra, o de Eduardo Lourenço, o de Jorge de Sena, o de José Saramago, o de Antonio Tabucchi, nem o Pessoa caro à música popular brasileira, muito menos aquele outro Pessoa considerado, em entrevista, nefasto à poesia, por João Cabral de Melo Neto.

Robert Bréchon conseguiu criar ‘leve aura poética de desentendimento’ sobre o Poeta que escreveu:
De resto, nada em mim é e certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há.”

Aldir Blanc

SUMÁRIO

Advertência

Prelúdio: O espaço e o tempo de uma vida (Lisboa, 188-1935)

1. “Ó Sino da Minha Aldeia...” (1888-1895)

2. A Inglaterra em Durban (1896-1901)

3. Interlúdio português (1901-1902)

4. Anos de aprendizagem em Durban (1902-1905)

5. Retrato do artista quando jovem louco (1905)

6. Rever Lisboa (1905-1908)

7. Alexander Search, o precursos (1903-1909)

8. A idade adulta (1908)

9. A pátria portuguesa (1908-1910)

10. A via portuguesa da poesia (1910-1912)

11. Estréia nas letras (1912)

12. O amigo (1912)

13. Pauis (1913)

14. O dia triunfal (1914-1915)

15. O “Mestre” Caeiro e o paganismo (1914-1915)

16. O dr. Ricardo Reis, estóico epicurista (1914-1915)

17. O eng. Álvaro de Campos, poeta sensacionista (1914-1916)

18. Poética da inteligência (1914-1915)

19. Os do Orpheu (1915)

20. A guerra, o luto, o infinito, o desejo (1914-1916)

21. A chave perdida (1917)

22. A caminho do Super-homem (1917-1919)

23. A amada (1920)

24. Lutas pela liberdade (1921-1923)

25. Regresso aos clássicos (1924-1926)

26. Da República à Ditadura (1925-1928)

27. Álvaro de Campos: a paixão do fracasso (1926-1928)

28. Presença (1927-1930)

29. Novas cartas de amor (1929-1930)

30. Tudo é oculto (1930-1933)

31. O Desassossego (1929-1934)

32. Mensagem (1934)

33. “A morte É a curva da estrada” (1935)

Finale: O mito de Pessoa (1935-1995)

Apêndice 1: História póstuma do homem e da obra

Apêndice 2: Referência Cronológicas

Apêndice 3: Genealogia

Apêndice 4: Repertório classificado das principais obras de Pessoa
publicadas em livro

Índice Onomástico

Editora Record
Rua Argentina 171 - Rio de Janeiro - RJ
20921-380
Tel.: (0XX) 21 585-2000

Pedidos pelo reembolso postal

Caixa Postal 23.052
Rio de Janeiro, RJ - 20922-970

www.record.com.br

www.rubedo.psc.br | Início | Revista de Literatura | Editora Record | Biografias | Correio