“Bem pesquisado, o livro de Robert Bréchon é caloroso
e honestamente escrupuloso, fazendo jutiça às obras críticas que o precederam e que permitiram
a sua própria pesquisa.”
Le Monde
“É um trabalho notével por essa capacidade de encontrar e ligar os fios de um pensamento e de uma
obra em que os aspectos mais visíveis remetam para o fragmentário e o inacabado.”
Expresso
“Esta não é uma orelha convencional, daquelas que a gente afaga com cotonete e pronto, passemos à
próxima atração. Adjetivos como imperdível, magnífico, definitivo, não
dizem nada sobre o Estranho estrangeiro de Robert Bréchon e, ainda por cima, traem os poemas que Fernando
Pessoa esqueceu para nós no balcão da Tabacaria, em Lisboa, depois de uma conversa com o Estêves
sem metafísica.
O Estranho estrangeiro foi recebido com caras e bocas emburradas pelos especialistas - leia-se: aqueles que se
julgam ‘donos’ da vida-obra de Fernando Pessoa. Bom sinal.
Diz Robert Bréchon no prefácio - que não por acaso chamou de Advertências: ‘Este livro
não pretende ser nem erudito nem objetivo. Nele assumo minhas opções, as minhas opiniões
tendenciosas, as minhas interpretações da obra, os meus juízos de valor sobre o homem. Mas
é bom que o leitor saiba que existem outros olhares possíveis sobre a personalidade de Pessoa.’
O livro de Bréchon forja um encontro entre o leitor e um outro Pessoa, que não é o do autor,
o de João Gaspar Simões, o de José Augusto Seabra, o de Eduardo Lourenço, o de Jorge
de Sena, o de José Saramago, o de Antonio Tabucchi, nem o Pessoa caro à música popular brasileira,
muito menos aquele outro Pessoa considerado, em entrevista, nefasto à poesia, por João Cabral de
Melo Neto.
Robert Bréchon conseguiu criar ‘leve aura poética de
desentendimento’ sobre o Poeta que escreveu:
De resto, nada em mim é e certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros ou as que não há.”
Aldir Blanc
SUMÁRIO
Advertência
Prelúdio: O espaço e o tempo de uma vida (Lisboa, 188-1935)
1. “Ó Sino da Minha Aldeia...” (1888-1895)
2. A Inglaterra em Durban (1896-1901)
3. Interlúdio português (1901-1902)
4. Anos de aprendizagem em Durban (1902-1905)
5. Retrato do artista quando jovem louco (1905)
6. Rever Lisboa (1905-1908)
7. Alexander Search, o precursos (1903-1909)
8. A idade adulta (1908)
9. A pátria portuguesa (1908-1910)
10. A via portuguesa da poesia (1910-1912)
11. Estréia nas letras (1912)
12. O amigo (1912)
13. Pauis (1913)
14. O dia triunfal (1914-1915)
15. O “Mestre” Caeiro e o paganismo (1914-1915)
16. O dr. Ricardo Reis, estóico epicurista (1914-1915)
17. O eng. Álvaro de Campos, poeta sensacionista (1914-1916)
18. Poética da inteligência (1914-1915)
19. Os do Orpheu (1915)
20. A guerra, o luto, o infinito, o desejo (1914-1916)
21. A chave perdida (1917)
22. A caminho do Super-homem (1917-1919)
23. A amada (1920)
24. Lutas pela liberdade (1921-1923)
25. Regresso aos clássicos (1924-1926)
26. Da República à Ditadura (1925-1928)
27. Álvaro de Campos: a paixão do fracasso (1926-1928)
28. Presença (1927-1930)
29. Novas cartas de amor (1929-1930)
30. Tudo é oculto (1930-1933)
31. O Desassossego (1929-1934)
32. Mensagem (1934)
33. “A morte É a curva da estrada” (1935)
Finale: O mito de Pessoa (1935-1995)
Apêndice 1: História póstuma do homem e da obra
Apêndice 2: Referência Cronológicas
Apêndice 3: Genealogia
Apêndice 4: Repertório classificado das principais obras de Pessoa
publicadas em livro
Índice Onomástico
|