"A leitura de O fim da utopia é reparadora porque o tipo
de tradição da esquerda festejada por Jacoby - uma defesa tanto da alta cultura quanto de uma verdadeira
política democrática - está, para todos os efeitos, extinta."
The New York Times Book Review
"O eclipse das utopias entre os intelectuais nos últimos
anos é um fato devastador e central na nossa cultura, mas nunca foi tão cuidadosa e brilhantemente
tratado. O fim da utopia é um trabalho seminal que vai longe para explicar o que aconteceu à esquerda
radical, e seu impulso para mudar o mundo."
Jay Parini, autor de A travessia de Benjamin e John Steinbeck: uma
biografia
"Nenhuma das correntes políticas que tentaram desafiar o capitalismo neste século tem força
ou abrangência hoje", declarou o historiador e editor da New Left Review Perry Anderson diante de Francis
Fukuyama, o homem que decretou o final da História. O fim da utopia traz uma aguçada análise
crítica do que aconteceu com as correntes liberais e de esquerda, com a morte dos ideais utópicos
que lastreavam essas tendências políticas. O historiador e crítico social Russell Jacoby lança
um olhar realista para o que o futuro reserva à ação política - e o que vê não
parece nada animador. Ao rever as últimas quatro décadas de pensamento social, analisa o trabalho
de Daniel Bell, S.C. Wright Mills, Christopher Lasch e Francis Fukuyama e constata: a utopia - propulsora das mudanças
sociais e políticas - tornou-se obsoleta. Ao contrário deles, Jacoby não comemora o duplo
triunfo do realismo e do pragmatismo. No entanto, afirma que a obsolência das utopias não decorre
de um consenso, mas do esgotamento das alternativas políticas.
O mal-estar e a falta de uma visão de futuro têm paralisado a esquerda liberal de tal modo que os
intelectuais e críticos já não se mostram capazes de imaginar uma sociedade diferente, apenas
modificada. O livre mercado, antes visto como algo degradante, passou a ser considerado racional. A cultura de
massa, antes desprezada pela academia por ser conformista, é hoje festejada como manifestação
de rebeldia, e o pluralismo, até então tido como superficial, ressurge sob a denominação
de multiculturalismo.
Russell Jacoby destaca o abandono dos ideais utópicos que servia de esteio à dissidência e
aos movimentos da transformação social e exorta críticos e escritores a resgatar a densidade
e o caráter visionário que escasseiam na cena intelectual. O fim da utopia é uma análise
vigoroso e indispensável sobre o impasse e as possibilidades do universo cultural e político no momento
em que entramos num novo século.
Russell Jacoby é autor de Social Amnesia: a Critique of Conformist Psychology, Dialectic of Defeat: Contours
of Western Marxism, The Last Intellectuals e outras obras. Integra os departamentos de História e Educação
da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
SUMÁRIO
Agradecimentos
Prefácio
1. O fim do fim do fim das ideologias
2. O mito do multiculturalismo
3. Cultura de massa e anarquia
4. Intelectuais: da utopia à miopia
5. Esteticismo denso e nativismo ralo
6. Sanidade a varejo e loucura por atacado
Notas
Índice
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