Tad Szulc



CHOPIN EM PARIS

Tradução de Betina Von Staa
476 páginas - 1999

Imagine Chopin, Hugo, Balzac, Stendhal, Schumann, Delacroix, Liszt, Berlioz reunidos numa Paris romântica. Mais que uma simples biografia, Chopin em Paris, revela a atmosfera cultural da capital francesa na primeira metade do século passado. Cercado por nomes notáveis da música, da literatura e das artes plásticas, Chopin teve a oportunidade de dialogar com algumas das mentes mais brilhantes do século 19 durante os 18 anos em que viveu em Paris. Uma convivência nem sempre fácil.
Afastar-se das apresentações públicas para evitar as críticas estampadas nos jornais não foi o suficiente para apaziguar o intempestivo temperamento do compositor. Ao longo de sua vida, Chopin deu provas ostensivas de sua personalidade irascível, avessa a críticas, mesmo as mais amenas. Muito pouco afável com os amigos, manteve um convívio intenso com um esnobe, altamente competitivo mas também genial compositor. Com Liszt, Chopin sustentava vísivel rivalidade, que, na verdade, podia se estender a todos os artistas.
Com as mulheres, as relações não foram menos conturbadas. Ao lado da escritora feminista George Sand, Chopin viveu sete anos, numa convivência altamente produtiva para o casal, mas essencialmente platônica — em parte pela saúde do compositor, já debilitada por uma tuberculose que viria a matá-lo aos 39 anos, em 1849. Em novo relacionamento afetivo com uma rica escocesa, reassume o papel de “protegido” e, por intermédio de sua amante, apresenta-se para os aristocratas e até mesmo para a Rainha Vitória.
Baseado em documentos, correspondências e diários pouco divulgados até hoje, Chopin em Paris relata a vida do compositor em um momento de raro resplendor cultural.
Tad Szulc é chefe das sucursais do New York Times na Europa e na América Latina . Entre seus 18 livros publicados estão: Pope John Paul II, The Biography, Fidel e Then and Now, muito elogiados pela crítica internacional.

“Szulc discute a natureza da frágil saúde de Chopin e sua questionável sanidade mental.(...)Admiravelmente, apresenta duas fascinantes personalidades do compositor através de citações tiradas de cartas e de outros biógrafos” — Kirkus Reviews

“O livro de Szulc é uma vigorosa e segura narrativa contada com minuciosidade jornalística.” —Publisher Weekly

SUMÁRIO:

Prefácio
Prelúdio
Andante: 1810-1837
Rondó: 1837-1847
Coda: 1847-1849
Poslúdio
Apêndice
Bibliografia
Agradecimentos
Índice


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