Antonio Gramsci

CADERNOS DO CÁRCERE - VOLUME 1
I. Introdução ao estudo da filosofia.
II. A filosofia de Benedetto Croce
494 páginas - 1999
Editora Civilização Brasileira
| A nova edição brasileira dos cadernos de Gramsci,
projeto coordenado por Carlos Nelson Coutinho com a colaboração de Luís Sergio Henriques e
Marco Aurélio Nogueira, pode ser considerada um tour de force. Além da cuidadosa revisão,
trechos inéditos em português foram traduzidos e adicionados à nova edição, que
sofreu profundas mudanças de organização em relação aos antigos livros publicados
pela Civilização Brasileira, seguindo a hoje consagrada edição crítica de Valentino
Gerratana. Este primeiro volume de Cadernos do cárcere é dividido em duas partes. Na primeira está “Introdução ao estudo da filosofia”, que traz o Caderno 11 e os Cadernos Miscelâneos, discutindo principalmente temas “filosóficos” e, em particular, a “filosofia da práxis”. A segunda parte deste primeiro volume é “A filosofia de Benedetto Croce” que traz notas sistemáticas sobre “a filosofia de Benedetto Croce”, designação que lhe serve de título geral, como também um bom número de apontamentos esparsos sobre teoria econômica (com títulos como “Breves notas de economia”, “Pontos de meditação para o estudo da economia”, etc.), entre outros tópicos. Preso em 8 de novembro de 1926, Antonio Gramsci — que morreu, sem ter reconquistado a plena liberdade, em 25 de abril de 1937, com 46 anos — produziu no cárcere uma obra que o distinguiria, mais tarde, como uma das mais importantes figuras intelectuais do século XX. As milhares de páginas que ele escreveu em cadernos escolares — primeiro em sua cela na prisão de Túri, em Bári, e, mais tarde, numa clínica da cidade marítima de Fórmia, para onde foi transferido quando sua frágil saúde aproximou-se do colapso total — não foram escritas para ser publicadas e não foram impressas até depois da Segunda Guerra Mundial. Contudo, a publicação póstuma dos escritos carcerários teve um imediato e profundo impacto na cultura política italiana. Mais tarde, as teorias políticas e as análises culturais de Gramsci ganharam uma circulação mais ampla; as traduções dos apontamentos carcerários em várias línguas asseguraram-lhes uma difusão global. Gramsci tornou-se um ponto de referência quase universal para a obra de humanistas e cientistas sociais em todo o mundo. Muitos dos conceitos e categorias de Gramsci — “hegemonia”, “sociedade civil”, “intelectuais tradicionais e orgânicos”, “revolução passiva”, “filosofia da práxis”, “grupos sociais subalternos”, etc. — são agora parte do vocabulário básico empregado por cientistas políticos, críticos da cultura, antropólogos, sociólogos e pedagogos. Carlos Nelson Coutinho é professor titular da UFRJ e faz parte da International Gramsci Society. Luis Sérgio Henriques é editor da revista eletrônica Gramsci e o Brasil, e Marco Aurélio Nogueira é professor livre-docente da UNESP. "Gramsci ajudou os marxistas a se libertarem do marxismo vulgar. A força do seu compromisso intelectual está no fato de que não se tratava de um compromisso puramente acadêmico. A práxis estimulava e fecundava sua teoria, até representar seu objetivo final. Somos gratos a Gramsci não só pelo permanente estímulo intelectual que ele representa, mas por nos ter ensinado que o esforço para transformar o mundo não só é compatível com o pensamento histórico original, sutil e de olhos abertos, mas que, é um esforço impossível." Eric J. Hobsbawm SUMÁRIO: Introdução de Carlos Nelson Coutinho Agradecimentos Cronologia da Vida de Antonio Gramsci Cadernos do Cárcere. Volume 1 Projetos de Gramsci para os Cadernos I. Introdução ao Estudo da Filosofia 1. Caderno 11 (1932-1933): Introdução ao estudo da filosofia (advertência) Apontamentos e Referências de caráter Histórico-crítico Apontamentos para uma introdução e um encaminhamento ao estudo da filosofia e da história da cultura I. Alguns pontos preliminares de referência II. Observações e notas críticas sobre uma tentativa de "Ensaio popular de sociologia" III. A ciência e as ideologias científicas IV. Os instrumentos lógicos do pensamento V. Tradutibilidade das linguagens científicas e filosóficas VI. Apontamentos miscelâneos 2. Dos cadernos miscelâneos caderno 1 (1929-1930) caderno 3 (1930) caderno 4 (1930-1932) caderno 5 (1930-1932) caderno 6 (1930-1932) caderno 7 (1930-1931) caderno 8 (1931-1932) caderno 9 (1932) caderno 14 (1932-1935) caderno 15 (1933) caderno 17 (1933-1935) II A FILOSOFIA DE BENEDETTO CROCE 1. Caderno 10 (1932-1935): A Filosofia de Benedetto Croce [Parte 1] Pontos de Referência para um ensaio sobre B. Croce [Parte II] A Filosofia de Benedetto Croce 2. Dos cadernos miscelâneos Caderno 4 (1930-1932) Caderno 6 (1930-1932) Caderno 7 (1930-1932) Caderno 8 (1931-1932) Caderno 15 (1933 Notas ao Texto Índice Onomástico |
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