O SOFRIMENTO

Bertrand Vergely

231 págs. - 2000
EDITORA DA UNIVERSIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO


“Recusar o sofrimento como um mal a ser vencido a qualquer custo é um paradigma da sociedade em que vivemos. A racionalização dessa mal pode ser traduzida no sentimento generalizado de refutar qualquer tipo de dor, seja física ou moral.

A melhor síntese desse procedimento está configurada no individualista, que é incapaz sequer de suportar o sofrimento daqueles que o circundam.
Bertrand Vertgely convida para um mergulho no universo do sofrimento das experiências de homens e mulheres que cotidiamnamente convivem com o sofrimento, dando seguidas provas de coragem e dignidade.
Este texto funciona como uma provocação, onde o leitor é insitgado a repensar suas convicções sobre esta experiência tão humana: o sofrimento.”

“Como encarar o sofrimento, a dor e a morte? De maneira maior ou menor, ao longo da vida, pessoalmente ou com aqueles que nos são caros, esta é uma experiência inescapável.

Até aproximadamente o início deste século, o sofrimento foi encarado como um reparador para os pecados. A partir daí, com os avanços da medicina, passou a ser encarado como como um mal desnecessário, e por isso desenvolveram-se argumentos contra o sofrimento, no espaço que habitualmente o paresentava como expiatório.

Este discurso tornou-se dominante, sustentado por uma suposta busca da felicidade. Hoje a temática do sofrimento parece comportar novas abordagens, a partir de paradigmas éticos e dos próprios avanços da medicina. É isso que Bertrand Vertgely porpõe com grande competência, numa linguagem acessível e com exemplos que falam ao coração do leitor.”



SUMÁRIO

Prefácio à edição brasileira

CAPÍTULO 1: Quando o pensamento se questiona - Os três tempos do sentido do sofrimento
A resposta tradicional frente ao sofrimento
Da fatalidade à providência : a estrutura reversível do sofrimento
Da guerra à paz. Da morte à vida. A estrutura reversível do conflito e da morte
Da estrutura reversível do sofrimento à socialização do sofrimento. O sofrimento como troca simbólica
A resposta moderna frente ao sofrimento
As cegueiras da razão
Os limites do discurso
E se falássemos mais da felicidade?
Os limites da reciclagem
Rumo ao terceiro tempo do sentido do sofrimento
E se voltássemos a falar da paciência?
Os limites da crítica
Os limites da revolta
À maneira de proposta de pensamento

CAPÍTULO 2: Quando o sentido faz sofrer - Os contra-sensos do sentido
O sofrimento como sinal
O sofrimento como saber
O sofrimento como salário
O sofrimento como salvação
Os desvios do sofrimento-signo
O sofrimento como signo e o sofrimento como sentido
O caráter intraduzível do sofrimento
Quando a razão médica justifica a guerra
As errâncias da pedagogia da dor
O que quer dizer aprender
Os limites da ortopedia
Os jogos perversos com a lei
Os limites da punição
Sofrimento e poder
Os limites como troca social
Sofrimento e troca econômica
Nem tudo se recicla
Os infernos da salvação pelo sofrimento
Os limites do fatalismo
Os limites do estetismo
Os limites da mística
Cristo em face do sofrimento
Poder religioso e sofrimento
Sofrimento e paixão
O erro das místicas do sofrimento

CAPÍTULO 3: Quando o contra-senso faz sofrer - Os contra-sensos do contra-senso
Da suspeita quanto ao sentido do sofrimento
Da politização quanto ao sentido do sofrimento
Da personalização quanto ao sentido do sofrimento
Os impasses da suspeita
Você disse absurdo?
Os limites do contra-senso
Do contra-senso à interioridade
Os impasses da politização
Politização e culpabilização
Politização e vitimização
Politização e felicidade. Advertência a respeito da felicidade
Quando o sofrimento dá medo
O fantasma do homem transparente
A tentação niilista
A vontade de sofrimento
Arte e sofrimento
Em torno do sofrimento. Justiça, humanitário, mídia
Os impasses da personalização
O sofrimento, fato cultural?
A cada um seu sofrimento?
Sofrimento e intersubjetividade
A questão do suicídio
O direito de morrer?
Volta ao sentido. O que quer dizer personalizar

CAPÍTULO 4: Em busca do sentido perdido
O sujeito e o esquecimento da vida
A vida, mediação do sujeito
O impasse de nada suportar
A força da paciência
Volta ao sentido. O sentido do sentido
A vida e o esquecimento do sujeito
O sujeito, mediação da vida
Os impasses de sofrer tudo
O gênio da sensibilidade
Volta ao contra-senso. O sentido do contra-senso
O sujeito e a vida
O recentramento da questão
O silêncio, a palavra, a presença e o pensamento
Fenomenologia do ato de enfermagem
Da violência à sabedoria
Nem consciência limpa nem desespero

Agradecimentos


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