
PÓS-ESTRUTURALISMO E FILOSOFIA DA DIFERENÇA
(UMA INTRODUÇÃO)
Michael Peters
Autêntica Editora - 91 págs. - 2000
Belo Horizonte
| "Devemos compreender o pós-estruturalismo tanto como uma
reação quanto como uma fuga relativamente ao pensamento hegeliano. Essa reação ou fuga
envolve, essencialmente, a celebração do 'jogo da diferença' contra o 'trabalho da dialética'.
O livro de Deleuze, Nietzsche e a filosofia, representa um dos momentos inaugurais do pós-estruturalismo
francês, fornecendo uma interpretação de Nietzsche que enfatiza o jogo da diferença
e que utiliza o conceito de 'diferença' como o lelmento central de um vigoroso ataque à dialética
hegeliana e do estabelecimento de uma 'filosofia da diferença'." "Este livro traça a gênese e a trajetória do pós-estruturalismo e da filosofia da diferença e também seu impacto sobre a teoria social e cultural. Michael Peters procura, inicialmente, distinguir entre o pós-estruturalismo e o pós-modernismo para, em seguida, ressaltar as continuidades e as rupturas entre o estruturalismo e o pós-estruturalismo. No traçado desse panorama, o autor passa em revista também os pensadores que inicialmente puseram essa rede teórica em movimento e que constituíram aquilo que ele chama de 'primeira geração de pós-estruturalistas': Foucault, Deleuze, Derrida Lyotard. Michael Peters descreve, além disso, os pontos de contato e as afinidades entre o pós-estruturalismo e a chamada 'filosofia da diferença'. Ao caracterizar a filosofia da diferença como uma rejeição aos pressupostos da filosofia da consciência e da dialética, o autor vincula o pós-estruturalismo não apenas ao estruturalismo, mas também à virada filosófica que se dá em reação ao hegelianismo então reinante no pensamento francês. Ganha destaque, nessa breve introdução ao pós-estruturalismo e à filosofia da diferença, a crítica que esses movimentos teóricos fazem à chamada 'teoria do sujeito'. Seguindo, nesse aspecto,os passos do estruturalismo lingüístico, o pós-estruturalismo, por meio de diferentes e variadas estratégias, coloca em xeque o 'sujeito' dos diversos humanismos e das diferentes filosofias subjetivistas. Segundo Michael Peters, a crítica que o pós-estruturalismo faz do sujeito é definitiva e irreversível. Sabemos que existe, atualmente, uma certa nostalgia do sujeito. Mas trata-se, possivelmente, de uma nostalgia por algo que talvez nunca tenha existido. Ou melhor (ou pior?) ainda, trata-se de uma nostalgia por um elemento caracterizado por qualidades e atributos bem pouco desejáveis e edificantes: dominador, soberano e arrogante. Quem o quer de volta?" SUMÁRIO PARTE I - ESTRUTURALISMO, PÓS-ESTRUTURALISMO E PÓS-MODERNISMO 1. Introdução 2. Modernismo e pós-modernismo 3. Estruturalismo e pós-estruturalismo 4. Inovações teóricas e diferenças relativamente ao estruturalismo 5. Síntese PARTE II - A FILOSOFIA DA DIFERENÇA, NIETZSCHE E A CRÍTICA DA RAZÃO 6. A crítica da razão 7. Hegel, a modernidade e a lógica da "identidade" 8. Nietzsche contra Hegel no pensamento francês contemporâneo 9. Nietzsche e a crítica da modernidade 10. O pós-estruturalismo, Habermas e a questão da pós-modernidade 11. Depois do sujeito? Referências bibliográficas Sobre o autor Sobre a arte da capa e o artista |
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