
NIETZSCHE E A DISSOLUÇÃO DA MORAL
Vânia Dutra de Azeredo
2000 - 183 págs.
DISCURSO EDITORIAL E EDITORA UNIJUI
| “A análise nietzschiana da moral mostra a existência de
tendências morais distintas, cujos valores estabelecidos expressam modos diferentes de ser e de viver. Ao
vincular os juízos de valor a tipos disjuntivos, apresenta a moral como produto de interpretações
e avaliações que, tomadas como um signo, um sintoma, referem-se à constituição
daquele que avalia, à condição mesma de uma vida sem vínculo possível entre
dever e ser. Cumpre averiguar a serviço de que tipo de vida se coloca a moral: a uma vida ascendente ou
a uma vida em declínio, requerendo a interpretação e a avaliação remetidas à
vontade de potência. Pergunta-se o que quer aquele que apresenta tal valor como valor para determinar quem
quer esse valor, chegando ao tipo que impõe sentidos e estabelece valores e, com isso, ao valor dos valores
e ao valor da moral. Daí a possibilidade de retirar da moral qualquer estatuto absoluto, procedendo à
sua dissolução.” “Nos cem anos que nos separam do momento em que Nietzsche interrompeu a sua produção intelectual, as mais variadas imagens colocaram-se à sua frente, as leituras mais diversas juntaram-se ao seu legado. Conhecido sobretudo por filosofar a golpes de martelo, desafiar normas e destruir ídolos, Nietzsche, um dos pensadores mais controvertidos de nosso tempo, deixou uma obra polêmica que continua no centro da discussão filosófica. Fundado em 1996, o GEN - Grupo de Estudos Nietzsche persegue o objetivo, há muito acalentado, de reunir estudiosos brasileiros do pensamento de Nietzsche e, portanto, promover a discussão acerca de questões que dele emergem. Atuando junto ao departamento de Filosofia da USP, suas atividades organizam-se em torno dos Cadernos Nietzsche, que têm lugar em maio e setembro, além do intercâmbio permanente com as diversas Nietzsche Societies internacionais. Com o intuito de abrir novas frentes para os estudos sobre a filosofia de Nietzsche, o GEN traz ao público a Coleção Sendas e Veredas.” SUMÁRIO Introdução Capítulo 1. GENEALOGIA: INTERPRETAÇÃO E AVALIAÇÃO 1.1. Deleuze e a interpretação 1.2. A inversão crítica: noção de valor 1.3. A genealogia: ‘quem?’ Capítulo 2. BOM E MAU, BOM E RUIM 2.1. A origem dos juízos de valor bom e mau, bom e ruim 2.2. Moral de senhores e moral de escravos 2.3. O ressentimento 2.4. O paralogismo: a força separada do que ela pode Capítulo 3. “CULPA”, “MÁ CONSCIÊNCIA” & COMPANHIA 3.1. Moralidade do costume 3.2. A relação credor-devedor: responsabilidade-dívida 3.3. Má consciência: consciência da falta Capítulo 4. O QUE SIGNIFICAM IDEAIS ASCÉTICOS? 4.1. A significação do ideal ascético 4.2. O ideal ascético e a filosofia Conclusão Referências bibliográficas |
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