
LABIRINTOS DA ALMA
NIETZSCHE E A AUTO-SUPRESSÃO DA MORAL
Oswaldo Giacoia Júnior
Editora da Universidade Estadual de Campinas UNICAMP
1997 - 188 págs.
| “ ‘Eis-me, pois aqui! É impossível que seja de outra maneira,
pois minha consciência moral está presa à palavra de Deus e é perigoso e impossível
fazer qualquer coisa contra essa consciência. Não posso, não quero abjurar.’ Essa teria sido,
segundo a tradição, a resposta de Lutero perante o conselho de Worms. Para Nietzsche, a moralidade cristã, sublimada como probidade intelectual na moderna consciência científica, também não pode nem quer evitar a confissão de sua pudenda origo. Nada mais resta, pois, que o reconhecimento da inverdade dessa origem, a que a consciência proba não pode se furtar, por dever de honestidade intelectual. Esse dever, Nietzsche pretende tê-lo formulado como a tarefa fundamental de sua própria vida, tarefa que, em seu pensamento, tornou-se corpo e sangue.” SUMÁRIO Prefácio Introdução A crise da cultura como escalada do niilismo (de onde procede o mais sinistro dos hóspedes?) Introdução 1. O Cristianismo como Décadence-Religion e a essência do Niilismo 2. A Aufhebung (supressão) do Niilismo europeu Bibliografia Notas para uma interpretação da figura histórica de Jesus do ponto de vista d’O Anticristo de Niezsche Introdução 1. Considerações gerais sobre Budismo e Cristianismo enquanto religiões da decadência 2. Sobre as origens do Cristianismo: Jesus e seus judeus 3. Jesus de Nazaré e o Cristianismo eclesiástico Conclusão Apêndice Notas Bibliografia NOTAS SOBRE O TEMA DA AUTO-SUPRESSÃO DA MORAL Notas EXCURSO I - A VONTADE DE VERDADE COMO EXPERIMENTO EXCURSO II - A PROBIDADE INTELECTUAL COMO DERRADEIRA VIRTUDE Notas Bibliografia SADE E NIETZSCHE: AS VERTIGENS DA CONSCIÊNCIA MORAL Notas Bibliografia EPÍLOGO Notas |
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