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CRÍTICA AO CONCEITO DE CONSCIÊNCIA
NO PENSAMENTO DE NIETZSCHE
Marcelo Giglio Barbosa
Beca - 2000 139 págs.
| “Para Nietzsche, os instintos parecem ser mais fundamentais e certeiros.
Ao valorizá-los o filósofo assume uma posição estratégica que lhe permite fazer
oposição às definições do homem pela racionalidade, ou pela consciência.
Não sendo mais fundamental do que os instintos, a consciência não pode ser erigida em mestra
dos mesmos. A consciência é considerada apenas como uma órgão e, note-se bem, ‘o órgão
mais frágil’, ‘mais falível’, e portanto não é o grau mais elevado da evolução
orgânica nem, tampouco, o objetivo, o valor, ou o critério superior da vida. Mais uma vez, a idéia
de que a consciência pode nos induzir a erros se faz presente. Se o corpo é, aos olhos de Nietzsche, uma ‘grande razão’, um ‘soberano poderoso’, um ‘sábio desconhecido’, isso se deve ao fato de que no fenômeno do corpo Nietzsche parece encontrar um caminho alternativo àqueles da consciência. [Este livro...] Aborda o que foi o cerne do pensamento nietzschiano: a crítica ao conceito de consciência. Para Nietzsche, a consciência é, por definição, uma superfície e não o lugar por excelência da vida psíquica. Longe de ser o ‘núcleo’ do ser humano, seu papel está subordinado ao ‘laço dos instintos’. Essa fascinante temática é aqui exposta com rara clareza e rigorosa precisão.” “Marcelo Giglio Barbosa nasceu no Rio de Janeiro, em 1964. É psicólogo e mestre em filosofia. Trabalhou como psicólogo clínico, tendo formação em Gestalt Terapia e Psicoterapia Corporal. Com mestrado em filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, atualmente é professor de filosofia do CEFET-RJ. Além dessas atividades profissionais, dedica-se também à poesia.” SUMÁRIO Prefácio Resumo Introdução “Como filosofar com o martelo” Crítica ao conceito de consciência I. A concepção de consciência e comunicação em Nietzsche e a crítica à metafísica e à moral Notas / referências bibliográficas II. “Para uma crítica à consciência” Notas / referências bibliográficas Conclusão Bibliografia I. Obras de Nietzsche II. Sobre Nietzsche III. Outras obras |
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