
ZARATUSTRA (O CORPO E OS POVOS DA TRAGÉDIA)
Carlos Henrique Escobar
2000 - 444 págs.
7 LETRAS
| “A ‘aparência’ para Nietzsche não só recusa a verdade
como também afirma que o mundo é sempre criado - mas criado ética-artisticamente no a priori
da ‘ficção sem perdão’. Nietzsche não inverte Platão porque não sublinha
como causa e fundamento o sensível e a vida, mas sublinha-os na forma de um trabalho plural em que a vontade
de potência cria porque interpreta. O eterno retorno desfaz as antinomias e acaba com as categorias, ele
mesmo que não se põe sob a forma de conceitos e enunciados, mas na teatralidade trágica das
figuras de Zaratustra, Dioniso e o superhomem. A metafísica é habitada por Nietzsche à maneira
de um terrorismo minucioso que a persegue e a destrói, e se em Nietzsche não se estabilizam noções
seguras é porque não se ultrapassa a metafísica sob a ilusão de linguagens acabadas
e sistematizadas.” “Zaratustra é o herói trágico na forma militante - menos ou mais precisa - de uma alternativa aos mundos dos valores do capital. Pensar ‘Nietzsche’ não é pensar alguém - nem mesmo ‘quase alguém’ - é pensar o pensamento nos personagens que folheiam a ‘cena Nietzsche’. E o fazem como a vida e obra nas dobras do pensar pesado do pensamento sob um custo dramático onde Dioniso e Zaratustra (assim como o Superhomem), sobrecarregados e leves dos ‘animais de Zaratustra’, testemunham a misericórdia viril dos palhaços. Zaratustra é ele mesmo e seu bando, seus cantos e suas danças, e sobretudo a força de clarins - estes maciços de palavras que reúnem em círculos os cimos e os abismos 0- dos aforismos onde as metamorfoses que fazem o júbilo se deixam ver.” “Carlos Henrique escobar é filósofo, poeta e dramaturgo. Doutor em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autor, entre outros livros, de Marx Trágico (A filosofia de Marx) e Marx: Filósofo da Potência (ambos publicados pela editora Taurus).” SUMÁRIO Introdução 1. Questão Zaratustra 2. Do prólogo aos livros do Zaratustra 3. Os três cantos 4. Aproximações do “eterno retorno do mesmo” no Zaratustra 5. Zaratustra ativista da doutrina do “eterno retorno do mesmo” 6. Dos homens superiores: do superhomem e dos homens 7. Os “animais de Zaratustra” Os animais e o “eterno retorno do mesmo” no Zaratustra Os “animais de Zaratustra” como uma “noção” nietzschiana 8. Da idéia do “eterno retorno do mesmo” para o superhomem (Zaratustra narra-nos “Nietzsche”) Bibliografia |
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