
EM TORNO DE JACQUES DERRIDA
Evando Nascimento e Paula Glenadel (org.)
7 LETRAS - 2000 - 239 págs.
| “O termo déconstruction se encontra originalmente relacionado
ao pensamento de Jacques Derrida. Pouco usuais em francês moderno, tendo registro no dicionário clássico
Littré, o nome e o verbo correlato déconstruire acabaram por retornar e obter um alcance que hoje
extrapola o trabalho derridiano. Nisso, encontram-se associadas, indecidivelmente, uma promessa e uma ameaça.
Em seu aspecto mais dinâmico, os usos da ‘desconstrução’ podem servir para ampliar o debate
das questões contemporâneas. Em seu aspecto imobilizante, desconstruir pode ser mais um simples sinônimo
de crítica e, desse modo, incorrer em todas as determinações metafísicas irrefletidas
que acompanham essa prática discursiva tradicional. Este livro aposta na primeira possibilidade e intenta
discutir os desdobramentos possíveis de uma reflexão sobre literatura e filosofia a partir dos textos
de Derrida, relacionando-os a vários discursos e objetos culturais. O traço afirmativo não
exclui o outro risco, a recaída no horizonte que se procura reverter e deslocar. O poder disseminador das
leituras aqui veiculadas conseguirá, quem sabe, neutralizar o reativo e promover uma abertura efetiva para
a alteridade. Sim.” “EVANDO NASCIMENTO é o autor de Derrida e a literatura (EdUFF, 1999). Com bolsa do CNPq, entre 1991 e 1993, realizou pesquisas na École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, onde teve encontros regulares com Jacques Derrida e assistiu a seus seminários. Doutor pela UFRJ, é Professor Adjunto na Universidade Federal de Juiz de Fora. Foi Professor-Leitor e Pesquisador na Universidade Stendhal, Grenoble III, França, Recém-Doutor na UFF e Professor Visitante na UFES. Co-organizou Poesia Hoje (EdUFF, 1998). PAULA GLENADEL é Doutora em Letras Neolatinas pela UFRJ e Professora Adjunta de Língua e Literatura Francesa na Universidade Federal Fluminense. Publicou: ‘Tradução, desconstrução, poesia: esboço para a ruminação de uma aporia’, Revista Gragoatá n. 7 (1999); ‘Inapagar o inacreditável: notas sobre poesia e tradução em Derrida e Deguy’, no livro Prismas - Em torno da poesia (Caetés, 1999). Atua também como tradutora de textos teóricos e literários.” SUMÁRIO Apresentação Introdução - Evando Nascimento Sobre a memória em Jacques Derrida - Adriana Cörner Lopes do Amaral Desconstrução, Literatura e Pintura: Jacques Derrida e o comparativismo - Alcides Cardoso dos Santos Espectros de Marx: Por que esse plural? Anamaria Skinner A Diferaença - André Rangel Rios O Phármakon e a reversibilidade dos opostos em Um copo de cólera, de Radua Nassar - Andréia Delmaschio Aforisma e clinamen como forças mobilizadoras do devir humano - Carlos Bernardi Ética da desconstrução - Kanavillil Rajagopalan Fragmento de uma carta imaginária a Jacques Derrida - Lena Bergstein Hospitalidade e propriedade: em torno de um narcisismo residual - Luiz Fernando Medeiros de Carvalho Derrida: uma reflexão sobre a herança européia e a desconstrução do eurocentrismo - Luiza Beatriz Amorim Mello Alvim Lendo Genet: desconstrucionismo e crítica literária - Marcos Leal Marques A paixão ingrata - Marcos Siscar Derrida e os poetas: de margens e marcas - Paula Glenadel As denominações órficas da sobrevivência: Derrida e a questão do pior - Serge Margel O monolingüismo do outro: uma forma de deriva nos “giros de Babel” - Vera Lúcia dos Reis Autores |
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