
CALÇADAS DO LEBLON
Paulo Pinho
2000 - 78 págs.
| “Paulo Pinho é poeta de versos largos (quase sempre), poemas alentados
(constantemente), o que logo de cara o coloca na contramão da tendência minimalista contemporânea. Leitor de tudo que lhe caiu às mãos, dos românticos aos modernistas, neste livro ele revisita todos aqueles que o marcaram e lhe serviram de ponto de partida, aqui e ali rendendo homenagens a um Fernando Pessoa, por exemplo, que, mais do que uma de suas admirações, chega por vezes a parecer uma obsessão. Em alguns momentos, com em “E o poeta morreu’, suas leituras revertem-se em colagens reveladoras de sua linhagem, que começa em Casemiro de Abreu e chega ao belga Jacques Brel, passando por Vinícius, Baudelaire, Poe, Appollinaire e Antônio Maria. Há aqui recursos à prosa poética (por falar em Baudelaire), em tom de crônica (em se falando em Antônio Maria), como reforço às indagações do cotidiano. E muito de sonhos do autor, para não dizer utopias, que melhor fora se possíveis fossem.” Antônio Torres “Paulo Pinho é autor de A cortesã e outras idéias (contos) e Alcoolicamente (poesia), obra premiada com a bolsa para escritores brasileiros do Ministério da Cultura. Na década de 70, escreveu o show Graça do Bonfim, apresentado no Golden Room do Copacabana Palace, e foi co-autor de Hip! Hip! Rio!, maior sucesso de público na história do Night and Day. Também escreveu Memórias sem maquiagem, em co-autoria com Carlos Machado, e tem trabalhos sobre Jacques Brel publicados no Brasil e na Bélgica.” SUMÁRIO Sim Esperando algo acontecer Busca O relógio Noites de insônia Porto, cais, cais do porto Balada de um suicida Mar Meu testamento Bacanal Tempo de loucuras ou de mais loucuras Ver Calçadas do Leblon Histórias do meu Brasil ou composição infantil Domingo Pescador, meu irmão Noite Espera Canto das quatro estações O trem de não importa onde Corvos Poema utópico O circo Poema sem muita lógica Fábulas modernas ou saudade de La Fontaine E o poeta morreu |
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