Ando com a vida entalada na garganta.
Pior que não me adianta
nem sorrir
nem chorar,
pois ela me põe de pernas para o ar,
numa brincadeira tola
entre o criador e a criatura.
Vida, vê se me atura!
Ando com a vida me sufocando toda,
como se, subitamente, fosse morrer dela,
intoxicadamente...
Vida:
Provavelmente minha causa mortis.Dayse Mary de Andrade