www.rubedo.psc.br | Poesia | © Sérgio Nazar David
 

O que sigo é o coração.
Sei que talvez não seja nada,
que sua posse é recusa.
Ele me tem e eu sou escravo.
Nomeia o que não sei, o que não sinto,
guia minha mão pro lado quente.
Quem é dono desse monstro, dessa parte, desse grito,
desse fato de que sou presa indistinta?
Mentir é meu abismo:
sou um homem que não quer parar.