Ópera de Gaetano Donizetti, em 2 atos, praticamente inédita.
Esta é a primeira gravação, ocorrida em 1987, ao vivo, pelo Selo “Nuova Era”.
No elenco temos:
Alina- Daniela Dessí (soprano)
Fiorina - Adelina Tabiadon (mezzo-soprano)
Seide- Rockwell Brake (tenor)
Volmar- Paolo Coni (barítono)
Belfiore- Andrea Martin (baixo)
Assan- Sergio Bertocchi (tenor)
“Alina” é uma obra peculiar no repertório do “bel canto”; embora possua um caráter bastante
leve, seus números exigem bastante dos cantores, e o resultado final é uma música que flui
de forma contínua, melódica, curiosamente sem os momentos dramáticos característicos
das óperas de Donizetti.
Afinal, trata-se de um tema imaginário, fantasioso, mas que nem por isso se torna comédia; como se
diz em italiano, “opera semiseria”, com muitos traços semelhantes a uma das obras primas de Rossini: “La
Cenerentola”.
Estranhamente esta ópera não permaneceu no repertório dos grandes teatros; possui imensas
qualidades musicais, papéis interessantes e melodias que permanecem em nossas mentes por longo tempo. O
clima musical é pastoril, campestre, com fortes acentos orientais, em virtude da influência dos costumes
e das lendas orientais na Europa, principalmente a partir do final do século XVIII até meados do
século XIX, no campo operístico.
Um outro detalhe peculiar: o personagem principal masculino é um barítono, ao invés de um
tenor, registro preferido dos compositores para os papéis de amantes, principalmente à época
de Donizetti.
Por ser uma ópera "semiseria", não possui as pretensões de uma comédia, de
uma ópera "buffa", nem tampouco chega a ser uma tragédia, um drama no sentido estrito.
Donizetti logrou completo êxito ao manter a música no mesmo nível sereno do enredo, com leves
toques de comédia e de drama. Vale a pena descobrir esta obra praticamente desconhecida do grande compositor
Donizetti.