Isabela Fernandes
(...) El problema se desplazó de la pregunta: 'ha muerto la novela? a la pregunta: 'que puede decir la novela que no puede decirse de ninguna otra manera?' (Fuentes, 1993, 12)
Por essa razão, temos definido a mimese como produção da diferença, devendo-se acrescentar que sob um horizonte de semelhança. Assim definida, a mimese é uma categoria universal do homem. (idem, 304)
Pués aunque no existisse una sola antena de televisión, un solo periódico, un solo historiador o un solo economista en el mundo, el autor de novelas continuaría enfrentándose al territorio de lo no-escrito, que siempre será, más allá de la abundancia o parquedad de la información cotidiana, infinitamente mayor que el territorio de lo escrito. (Fuentes, 1993, 13)
La novela ni muestra ni demuestra al mundo, sino que añade algo al mundo. Crea complementos verbales do mundo (...). Dicho de otro modo: el punto donte la novela conciia sus funciones sociales e esteticas se encuentra em el descubrimiento de lo invisible, de lo no dicho, de lo olvidado (...). (Fuentes, 1993, 18-21)
O ficcional (...) funciona, preferencialmente, como um meio de tornar o imaginário acessível à experiência fora de sua função pragmática. Ao abrir espaços de fingimento, o ficcional compele o imaginário a tomar uma forma, enquanto, ao mesmo tempo, age como um meio para sua manifestação. (Iser, 1993: 225)
Portanto, também aqui se verifica uma transgressão de limites, que conduz do difuso ao determinado (...). Nos atos de fingir, o imaginário ganha uma determinação que não lhe é própria e adquire, deste modo, um predicado de realidade. (Iser, op.cit., 386)
Na conversão da realidade vivencial repetida em signo doutra coisa, a transgressão de limites manifesta-se como uma forma de irrealização. Na conversão do imaginário, que perde seu caráter difuso em favor de uma determinação, sucede uma realização do imaginário. (Iser, op.cit., 387)
A ficção literária possibilita a condição extática da pessoa: estar simultaneamente em si mesma e fora de si. Assim, ela se torna o paradigma da ficcionalidade que se desnuda aqui e ali como engano, mas apenas para evidenciar que, a partir dela, todo engano é, ao mesmo tempo, uma descoberta". (Iser, op.cit., 91)
Pois somente mediante uma negação específica, a obra de arte pode demonstrar ser o único senhor do não-ser em meio ao que é. (...) A ruptura indica que o caráter performativo da apresentação pode revelar-se somente através da destruição da visualidade produzida. (ibid., 351-352)
"Designa-se por 'Kátharsis', unindo-se a determinação de Górgias com a de Aristóteles, aquele prazer dos afetos provocados pelo discurso ou pela poesia, capaz de conduzir o ouvinte e o espectador tanto à transformação de suas convicções quanto à liberação de sua psique. Como experiência estética comunicativa básica, a catarse corresponde tanto à tarefa prática como função social (...) quanto à determinação ideal de toda arte autônoma: libertar o espectador dos interesses práticos a fim de levá-lo, através do prazer de si no prazer do outro, para a liberdade estética de sua capacidade de julgar." (Jauss, H.R.: "O Prazer Estético e as Experiências Fundamentais da Poiesis, Aisthesis e Kátharsis". In: Costa Lima, 1979, 81).
Rio de Janeiro, março de 1999